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Coliseu do Porto

Hugo Sousa

O que se passa com o Coliseu do Porto?

Mudança de nome, necessidade de obras “urgentes” e um novo modelo de gestão à vista: tudo o que foi ontem revelado em conferência de imprensa

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

O futuro próximo do Coliseu do Porto tem estado na ordem do dia, depois da conferência de imprensa na qual, ontem, foi anunciada uma mudança de nome daquela sala de espetáculos.

Para efeitos de comunicação, e na sequência de uma parceria com a empresa seguradora do mesmo nome, o Coliseu do Porto passará a partir de agora a ser apresentado como Coliseu do Porto Ageas.

Na origem desta parceria com um privado está a necessidade de obras no Coliseu do Porto, obras essas que o próprio autarca da cidade, Rui Moreira, considera “urgentes”.

Segundo o jornal Público, as obras contemplarão a renovação da torre do edifício, a substituição da cobertura e a intervenção em várias infraestruturas envelhecidas.

Durante o período de requalificação, que ainda não tem data marcada mas deverá demorar pelo menos um ano, o Coliseu do Porto terá de permanecer fechado.

Ainda segundo o Público, estas obras estão orçadas em mais de seis milhões de euros; o investimento poderá ser custeado pela Câmara do Porto, mas não no modelo de gestão atual.

Como tal, será proposto aos sócios da Associação dos Amigos do Coliseu do Porto, que desde 1995 é proprietária do Coliseu, que a Câmara tome posse do edifício, através de um trespasse, “assumindo-se como dono de obra e responsável por assegurar os postos de trabalho durante o período de requalificação”.

Contudo, para que esta solução seja viável do ponto de vista legal, há que criar uma empresa municipal de cultura, proposta esta que foi chumbada pelo Tribunal de Contas. A autarquia aguarda agora a resposta ao recurso apresentado.

Como explicado pela SIC, a assembleia geral terá também de dar luz verde ao contrato com a seguradora Ageas, que se propõe a investir na instituição 1,8 milhões de euros em seis anos.

Por enquanto, não se sabe se a nova designação do Coliseu - Coliseu Porto Ageas - constará da fachada do edifício. Para tal, a Direção Regional de Cultura do Norte terá de o autorizar, uma vez que o Coliseu está classificado como monumento de interesse público, avança o Público.

Se a Assembleia Geral aprovar o contrato com a Ageas, a seguradora avançará este ano com 210 mil euros. Pode saber mais sobre este tema na notícia do Expresso.