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Jesse Hughes, dos Eagles of Death Metal

Vocalista dos Eagles of Death Metal chama “patéticos e nojentos” aos estudantes que protestaram contra armas de fogo

Jesse Hughes falou no Instagram, enquanto “sobrevivente de um massacre”, acusando os estudantes de “insultar a memória dos que morreram”

Jesse Hughes, vocalista dos Eagles of Death Metal, deu a sua opinião sobre os protestos organizados por estudantes este fim de semana contra as armas de fogo na sequência dos massacres recorrentes em escolas norte-americanas (num dos mais recentes, em Parkland, foram mortos 17 adolescentes). O músico apelidou as manifestações de "patéticas e nojentas".

Num longo texto partilhado no Instagram, o músico, que presenciou um ataque terrorista que matou 89 pessoas num concerto dos seus Eagles of Death Metal em novembro de 2015, acusou os estudantes de: "denegrir a memória e explorar a morte de 16 dos amigos estudantes para alguns likes no Facebook e alguma atenção dos media".

Hughes acrescenta também que aquilo que os estudantes quiseram foi ter uns dias livres de aulas: "podia ser divertido se não fosse tão patético e nojento". "Enquanto sobrevivente de um massacre posso dizer-vos com conhecimento de causa que esses vossos protestos e dias sem aulas insultam a memória daqueles que foram mortos e abusam-me e insultam-me a mim e a todos os outros amantes da liberdade".

No final da mensagem, que tem anexado um desenho satírico (veja abaixo), o músico diz: "longa vida ao rock'n'roll... e que todos estes nojentos e vis abusadores de mortos vivam o máximo tempo possível que os permita sofrer com a vergonha dos seus atos... e serem amaldiçoados":

Os protestos contra as falhas no controlo do uso de armas de fogo espalharam-se pelos Estados Unidos este fim de semana, com várias figuras públicas a associarem-se - incluindo o ex-presidente Barack Obama, que partilhou uma mensagem de apoio, e artistas como Miley Cyrus, Demi Lovato ou Ariana Grande, que atuaram durante as manifestações. Estiveram centenas de milhares de pessoas nas ruas numa manifestação com ecos em todo o mundo que respondeu pelo nome "March For Our Lives" (algo como "marcha pelas nossas vidas").

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