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Festival F - Rui Veloso

Marta Ribeiro

Rui Veloso 'ataca' os jornais e os críticos: “Se eu não cantasse as músicas antigas, quem é que as cantava?”

Rui Veloso admite que não sente o “chamamento” para fazer música nova e insurge-se contra os críticos

"Tenho um rasto de canções que já nem sei o que é que hei de cantar". Em entrevista a Rui Unas, no programa de Youtube "Maluco Beleza", Rui Veloso justifica a ausência de temas novos originais nesta fase da sua carreira e afirma que, tal como James Taylor e Frank Sinatra, prefere agora cantar "as mesmas canções".

Confrontado por Rui Unas com a relevância do álbum "Mingos e Os Samurais", um dos que mais vendeu na história da música portuguesa, Veloso afirma: "Eu toco essas músicas há muitos anos, continuo a tocá-las e nunca sai da mesma maneira. Ainda hoje pensava: 'Estas músicas continuam atuais'. As canções têm essa perenidade, essa vida, ao longo de tantos anos. Eu toco o 'Chico Fininho', o 'Bairro do Oriente', o 'Saiu para a Rua', coisas do primeiro álbum que são atuais e continuo a reinterpretar sem problema nenhum".

Veloso parte em seguida para uma resposta à questão (não colocada) da prolongada ausência de álbuns de originais nesta etapa do seu percurso. "Eu leio muita coisa, muitas biografias, entrevistas sobre os músicos. O que eram o James Taylor e o Frank Sinatra? Eles andavam a cantar as mesmas canções, que é o que eu faço há montes de anos. Não sinto muita necessidade de fazer canções novas. Não tem sentido esse chamamento. Reinterpretar [as canções que já existem] dá-me um gozo do caraças".

"O Paul McCartney canta canções que têm 50 e muitos anos. Se ele deixasse de as cantar, quem é que o fazia? Os jornais, esses críticos (...) todos que andam para aí... Se eu não cantasse as músicas antigas, quem é que as cantava?", prossegue o músico.

Também nesta entrevista, Veloso defende Diogo Piçarra, que recentemente enfrentou acusações de plágio ("Teve azar. É plágio, mas não é intencional") e desvaloriza o festival da Eurovisão ("é uma pimbalhice").