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Bruno Mars

Bruno Mars acusado de apropriação cultural. “Ele é ambíguo porque as pessoas gostam de música negra feita por pessoas que não são negras”

O cantor de 'Finesse' nasceu no Havai e é filho de pai com ascendência porto-riquenho e mãe filipina

Bruno Mars tornou-se alvo de uma discussão acesa no Twitter, depois de ter sido divulgado um vídeo de um debate no qual a escritora Seren Sensei, autora de ensaios sobre a cultura pop e questões raciais, o acusa de apropriação cultural.

No vídeo, ouve-se a escritora a dizer: "o Bruno Mars é um apropriador cultural a 100%. Não é negro, de todo, e joga com a sua ambiguidade racial para cruzar géneros...".

Antes de acrescentar que há outros artistas, neste momento, "muito mais dispostos a pisar o território de géneros negros", Sensei defende: "as pessoas perceberam que preferem a sua música negra e a sua cultura negra com uma cara não negra".

As declarações de Sensei foram aplaudidas por muitos no Twitter mas também deram origem a reações de comentadores negros que não concordam com ela, salientando a ascendência porto-riquenha e filipina do cantor nascido no Havai.

"Em lado nenhum, o Bruno Mars é uma pessoa branca", escreveu Marjua Estevez, editora da revista Vibe, "dada a sua ascendência porto-riquenha e filipina - ambas com raízes africanas... poderíamos argumentar que a arte do Bruno vem de conhecimento e influências intrínsecas".

O escritor Stereo Williams assinou também um artigo na Billboard no qual diz: "a reação da Sensei não tem a história em conta, porque ela pressupõe que a apropriação é neste momento mais proeminente que nunca. Pessoas brancas a fazer música negra não é um fenómeno novo". E remata a dizer que a discussão sobre apropriação cultural chegou a um ponto em que não são tidas em conta as "nuances".