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“Muitos pensam que as nossas canções são uma m**da, mas é a emoção que faz com que gostem de nós“. É o que nos diz Tom Smith dos Editors

Revelações do vocalista da banda britânica à BLITZ no momento em que sai “Violence”, o sexto álbum de um percurso pouco consensual

Os Editors regressaram esta sexta-feira com "Violence", o sexto álbum de originais. A BLITZ falou com Tom Smith, vocalista e líder do coletivo britânico, que se mostrou consciente de que a sua banda tem um percurso pouco consensual.

"Tenho consciência de que muita gente pensa que aquilo que escrevo é uma merda, tudo bem, mas sei que é por essa razão, pelo peso emocional destas canções, que as pessoas gostam da nossa banda", diz o músico depois de revelar aquilo que está por trás das novas canções.

O disco que inclui temas como 'Magazine' ou 'Hallelujah (So Low)', segundo Smith, é uma reação à "forma como estamos a ser bombardeados, 24 horas por dia, por todas estas imagens e histórias que chegam aos nossos telefones e às nossas televisões... Isso só por si já é violento".

"É um problema muito moderno, mas sinto que é algo que nos distrai daquilo que é mais importante: os nossos amigos seres humanos, as pessoas que temos à nossa volta", continua, "as experiências que temos com elas e essas relações é que ficam connosco para sempre".

A mensagem que diz querer transmitir com "Violence" é a necessidade de "desligar" e de "nos concentrarmos naquilo que está perto de nós". "Não há grandes declarações... Sento-me para escrever e as coisas saem-me. Só quando falo com outras pessoas é que tenho de pensar sobre elas e tento perceber por que razão fiz ou disse as coisas daquela forma. Tento escrever letras que provoquem imagens e toquem o ouvinte a nível emocional".