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Red Hot Chili Peppers no Super Bock Super Rock'17

Rita Carmo

Flea, dos Red Hot Chili Peppers, fala sobre a sua dependência de drogas

O baixista dos Red Hot Chili Peppers falou abertamente da sua experiência com as drogas

Flea, baixista dos Red Hot Chili Peppers, falou abertamente da sua antiga dependência de drogas com o objetivo de alertar outras pessoas para o problema.

Num testemunho escrito para a revista Time, Flea partilhou as duas próprias experiências como consumidor abusivo de drogas, legais e ilegais: "nasci rodeado de abuso de drogas", começa por contar.

"Todos os adultos presentes na minha vida se anestesiavam de forma a esquecer os seus problemas. As drogas e o álcool estavam sempre presentes. Comecei a fumar erva quando tinha 11 anos, e continuei a snifar, a injectar e a fumar ao longo da adolescência", prossegue.

Aos 30 anos e após ser pai, o músico abandonou o vício - mas este regressaria, agora em relação a drogas legais. E tudo por culpa de um acidente de snowboarding.

"Parti o braço e tive de ser operado. O médico voltou a pôr-me no sítio, e é por causa dele que ainda consigo tocar baixo. Mas também me deu Oxycontin [um opióide duas vezes mais poderoso que a morfina] para dois meses", revela.

"Sempre que o tomava deixava-me pedrado. Tirava-me não só as dores físicas, mas também as emoções. Só tomava um comprimido por dia, mas não estive presente para os meus filhos, o meu espírito criativo declinou e fiquei deprimido. Parei de tomá-lo um mês depois".

Flea alega que é necessário um maior controlo deste tipo de fármacos, nos Estados Unidos. "Há pessoas perfeitamente sãs que se tornam viciadas nestes medicamentos, e que acabam mortas. Advogados, canalizadores, filósofos, celebridades... O vício não se rala com quem tu és".

"É uma doença cruel, e a comunidade médica, juntamente com o governo, deveria ajudar todos os que precisarem", concluiu. "A vida magoa e o mundo é assustador, e é mais fácil consumir drogas que superar a dor, a ansiedade, a injustiça e o desapontamento".

"Mas, se agradecermos pelos períodos menos bons, se apreciarmos as lições que retiramos das nossas dificuldades, temos a oportunidade de as superar e ser indivíduos mais saudáveis, e mais felizes, que vivem para além da tentação do vício".