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Waxahatchee, Nick Cave, Kelela, Tyler The Creator

Getty Images (foto Nick Cave)

Tudo o que vale a pena ver no NOS Primavera Sound: a nossa escolha

São mais de 60 as propostas do festival do Porto, numerosas escolhas para três dias de música. A redação da BLITZ faz uma seleção dos 'casos' imperdíveis

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

O festival NOS Primavera Sound, que decorre de 7 a 9 de junho, revelou na passada quinta-feira o seu cartaz.

Pelo Parque da Cidade do Porto passarão nomes como Nick Cave & the Bad Seeds, Lorde, A$AP Rock (estes três apresentados como cabeças de cartaz), Tyler, The Creator, The War on Drugs, Father John Misty, Grizzly Bear e Arca, entre outros, num elenco que ascende a mais de 60 artistas.

Estas são as escolhas da redação da BLITZ:

Lorde

Ella Yelich-O’Connor já não é a rapariga de 16 anos que, em 2013, tomou o mundo de assalto com ‘Royals’. Depois de David Bowie ver nela “o futuro da música”, a artista neozelandesa regressou no ano passado com “Melodrama”, um dos álbuns pop mais excitantes dos últimos anos. E é com ele que volta a Portugal, quatro anos depois de uma atuação explosiva no Rock in Rio-Lisboa. MRV

Nick Cave

Deu, neste mesmo festival, um dos melhores concertos de que temos memória. Cinco anos depois, regressa com um álbum retinto e uma energia catártica. Não se espante se for convidado a subir ao palco com o mestre dos Bad Seeds. LP

The Breeders

No início dos anos 90, Kim Deal provou que não era "apenas" a baixista dos Pixies. Nessa década, legou-nos um clássico do rock alternativo, o álbum "Last Splash" - sim, o disco de 'Cannonball' - que vinte anos depois a banda tocaria, na íntegra, precisamente no Parque da Cidade do Porto. "All Nerve" é o quinto álbum da banda onde também milita a sua irmã gémea, Kelley, e as amostras que até agora conhecemos fazem antever um concerto de indie rock à antiga. LG

Arca

Depois de se afirmar com discos eletrónico-experimentais, maioritariamente instrumentais, e de ver os seus skills de produção requisitados por artistas tão influentes quanto Björk, Kanye West ou Frank Ocean, Alejandro Ghersi estreou em “Arca”, do ano passado, a sua magnífica voz. ‘Desafío’, ‘Piel’ e ‘Reverie’ são apenas alguns dos fortíssimos argumentos pelos quais não queremos perder a atuação de um dos artistas mais subversivos – em palco e fora dele – que vimos nascer nos últimos anos. MRV

Father John Misty

Mais discípulo de Nick Cave do que nos poderemos lembrar, Josh Tillman tem vindo a Portugal com regularidade mas, em junho, poderá já ter música nova para mostrar - afinal, em entrevista à BLITZ, o seu produtor, Jonathan Wilson, revelou que o sucessor de “Pure Comedy” está mais do que pronto. LP

Grizzly Bear

Há algo de religioso nos concertos dos norte-americanos Grizzly Bear. A instrumentação delicada, as harmonias vocais perfeitas, um alternar entre recato e expansividade. Lembramo-nos de “Veckatimest”, esplêndido álbum de 2009, e sobretudo a sua conversão em concerto. “Painted Ruins” é, tal como “Shields” (2012), uma réplica menos atordoante do momento maior dos Grizzly Bear, mas ainda um motivo de espanto – ouça-se a folk cintilante de ‘Neighbors’. LG

Fever Ray

Os Knife podem ter decidido arrumar as botas em 2014, mas felizmente Karin Dreijer, uma das metades do duo sueco, resolveu ressuscitar o seu projeto paralelo a solo. “Plunge”, segundo álbum de Fever Ray, chegou no final do ano passado, trazendo consigo todos os ingredientes de um pesadelo (e uma magnífica colaboração com a portuguesa Nídia), mas o sonho de vê-la ao vivo acabou de ficar mais perto. MRV

Tyler, the Creator

É a estreia do rapper californiano em Portugal, depois de um concerto cancelado, no verão passado. Tyler Gregory Okonma começou por estar associado ao coletivo Odd Future e, aos 26 anos, é um dos rappers mais singulares do momento. “Flower Boy”, o disco do ano passado, é tão contundente como melódico e intrigante. LP

Waxahatchee

O rock pode não estar na mó de cima, mas não é seguramente por causa de Katie Crutchfield, cantora e compositora norte-americana que desde 2010 se dá a conhecer como Waxahatchee. Memórias do rock indie dos anos 90 americanos, guitarras ao rubro, ecos de Dinosaur Jr. e Sonic Youth (e, porque não?, das Breeders) é o que se pode esperar de uma intérprete que também não se dá mal em registo mais folk. LG

Kelela

Foi preciso aguardar quatro longos anos desde que ouvimos pela primeira vez a voz delicodoce, com um travo de acidez, da norte-americana Kelela Mizanekristos para o seu primeiro álbum ver a luz do dia. Valeu e bem a espera. “Take Me Apart”, coproduzido pela própria com a ajuda de, entre outros, os magos Ariel Rechtshaid, Mocky e, pois claro, Arca, traz o futuro do R&B consigo. Tem tudo para ser um dos concertos emocionalmente mais intensos do festival. MRV

Jay Som

Melina Duterte vem dos Estados Unidos apresentar “Everybody Works”, o seu segundo álbum, lançado no ano passado e aplaudido por publicações especializadas em música indie como a revista Paste, que o considerou Álbum do Ano. LP

Black Bombaim

Não haverá banda em Portugal capaz de produzir maiores tempestades elétricas. Farão 60 quilómetros de Barcelos ao Porto. Espere-se ginga e fervor. LG