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Sylvia Rhone (Epic), Julie Greenwald (Atlantic), Desiree Perez (Roc Nation) e Jody Gerson (Universal)

Getty Images

Executivas da Universal, Sony e Warner assinam carta que acusa a organização dos Grammys de estar “desligada da realidade”

Executivas de topo da indústria musical norte-americana pedem à Academia que se torne “mais inclusiva e transparente”

Executivas de topo das maiores editoras discográficas do mundo assinaram uma carta que critica fortemente a organização dos Grammys, a Academia Musical dos Estados Unidos, de estar "lamentavelmente desligada da música de hoje, do negócio e, ainda mais importante, da sociedade".

A carta, que surge na sequência da polémica da falta de representação das mulheres na edição de 2018 dos Grammys, é assinada por Jody Gerson (CEO do Universal Music Publishing Group), Julie Greenwald (COO e chairman da Atlantic Records), Sylvia Rhone (Presidente da Epic Records), Julie Swidler (EVP da Sony Music), Michele Anthony (EVP da Universal) e Desiree Perez (COO da Roc Nation). Nela, pede-se que a organização e o seu evento-chave, os Grammys, se tornem "mais inclusivos e transparentes".

Recorde-se que a controvérsia em torno dos Grammys deste ano, que tiveram lugar a 28 de janeiro em Nova Iorque, começaram ainda antes da cerimónia, quando se soube que teria sido recusada a Lorde, artista com uma nomeação para Álbum do Ano, a oportunidade de atuar a solo.

Na edição deste ano dos prémios mais importantes da indústria musical apenas uma artista feminina ganhou uma dos prémios considerados de maior relevância - Alessia Cara, Artista Revelação -, tendo Ed Sheeran batido quatro mulheres (Pink, Lady Gaga, Kesha e Kelly Clarkson) na categoria de Melhor Performance Pop a Solo, não marcando presença - ao contrário das suas concorrentes - na cerimónia.

Por fim, declarações do presidente da Academia, Neil Portnow, também causaram celeuma. Portnow incentivou as executivas da indústria e artistas femininas a "elevar a fasquia". Na carta agora divulgada pode ler-se que "os comentários de Neil Portnow não são resultado de falta de articulação isolada. São, infelizmente, sintomáticos de um problema maior da organização no seu todo no que diz respeito a assuntos de inclusão de todos os tipos".