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José Cid, 2006

Rita Carmo

José Cid: “Já fui assediado por um fadista”

O músico, que em janeiro lançou um novo álbum, abordou a sua vida pessoal numa nova entrevista. “Tive algumas prostitutas verdadeiramente apaixonadas por mim”

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Em entrevista à revista 7 Dias, José Cid falou sobre a sua vida pessoal e até financeira.

Questionado sobre as maquias que aufere por espetáculo - "posso levar entre cinco mil euros e 50 mil euros", afirma -, comenta: "Mas eu mereço. Sou bom a cantar, sou um cantor ao vivo e posso fazer algumas solidariedades. Nada é taxativo. Não tenho um preço fixo para cantar".

"Tenho um contabilista para ver os meus impostos e pago uma pipa de massa por ano", disse ainda.

Na mesma entrevista à TV 7 Dias, José Cid, que ontem completou 76 anos, recordou que nos anos 60 "só se podia dar beijinhos na boca e qualquer coisa era para casar. Como não queria casar com ninguém, e como qualquer homem tinha as minhas necessidades biológicas, preferia ir [a "casas de meninas"]. Eu tive algumas prostitutas verdadeiramente apaixonadas por mim".

José Cid, que se encontra a promover o novo álbum, "Clube dos Corações Solitários do Capitão Cid", não se escusou também a revelar se já tinha sido assediado.

"Houve um [homem que me assediou], mas eu não posso dizer, já faleceu. Assediou-me uma vez. Eu estava no meu quarto, tínhamos ido a Inglaterra, num grupo de cantores, fazer uma digressão para a emigração. De repente, há um colega que me bate à porta e eu estava a fazer a barba em tronco nu. Eu era muito atlético e ele diz-me assim: 'Sabes, é de homens como tu, muito musculados e com pelo, que eu gosto! 'E eu disse-lhe: 'Pois, olha, esquece e deixa-me fazer a barba em paz'", conta. "Só posso dizer que era um fadista".

  • José Cid, onde é que estavas em 1967?

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