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Billy Corgan fala sobre Chris Cornell e as mortes no rock: “Não acho que a minha geração esteja amaldiçoada”

O líder dos Smashing Pumpkins falou sobre as mortes que abalaram o mundo do rock, no último ano

Billy Corgan falou sobre as mortes que assolaram o mundo do rock no último ano, em entrevista ao jornal norte-americano SF Weekly.

Para o líder dos Smashing Pumpkins, o facto de tantas figuras do mundo do grunge e do rock alternativo dos anos 90 terem perdido a vida não se deve a uma qualquer "maldição", mas talvez tenha algo a ver com as gerações precedentes.

"Não acho que seja algo tão simples como a minha geração estar amaldiçoada. Fomos filhos de baby boomers, a geração que teve acesso à pílula e decidiu que não queria ter filhos. Fomos putos deixados sozinhos em casa, a crescer com [a série de televisão] Gilligan’s Island porque não havia babysitter. Talvez isso gere alguma tristeza ou algo mais profundo que o que reconhecemos", explicou.

Sobre a morte de Chris Cornell em particular, o músico deixou um lamento: não ter feito as pazes com o vocalista dos Soundgarden. "Eu conhecia-o. Tivemos umas discussões e nunca chegámos a resolver isso", conta.

"Quem me dera não ter contribuído para a sua infelicidade, por mais minúsculo que [esse contributo] seja. Quem me dera ter sido uma fonte de coragem, porque ele me influenciou e eu admirava-o", continua.

Corgan deixou, também, algumas palavras sobre Chester Bennington, dos Linkin Park: "Ele era, naturalmente, um dos melhores cantores rock de sempre, e foi uma honra quando ele vez uma versão da 'Bullet With Butterfly Wings' É assustador pensar que todo este talento desapareceu", conclui.