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Taylor Swift ameaça processar blogue depois de comparada a Hitler

A ONG União Americana Pelas Liberdades Civis defende o artigo do PopFront, criticando a artista por ter ameaçado com processo judicial

Taylor Swift está a ser criticada pela ONG ACLU (União Americana Pelas Liberdades Civis) por ter ameaçado processar o blogue PopFront devido a um artigo onde é comparada a Hitler.

No texto assinado pela blogger Meghan Herning, publicado no início de setembro, pode ler-se que Swift se tornou um ícone da dita "direita alternativa" com o single "Look What You Made Me Do".

"A letra de 'Look What You Made Me Do' parece ir de encontro ao mesmo apoio subtil e silencioso da hierarquia racial", escreve Herning, "muitos apoiantes da direita alternativa veem a canção como parte de um 're-acordar', na mesma linha da ascensão de Trump".

A blogger diz também que no vídeo do tema, "a Taylor surge como líder de um exército de modelos num pódio semelhante àquele que Hitler tinha na Alemanha nazi. As semelhanças são estranhas e inquietantes".

No final, refere-se também à falta de posição política de Swift, "o silêncio dela não é inocente, é calculado. E se tal não for verdade, ela precisa de vir verbalizar as suas crenças em voz alta para o mundo ouvir - independentemente dos fãs que possa perder, porque na América de 2017 o silêncio na face da injustiça significa apoio pelo opressor".

Na carta enviada pelo advogado da cantora ao PopFront, o blogue é acusado de "falsidades ofensivas": "parece ser um ataque malicioso contra Swift, que tenta retratá-la como uma espécie de líder supremacista branca. É uma ficção sem qualquer fundamento mascarada de facto e não a representa em nada".

A carta terá sido depois reencaminhada à ACLU e os advogados da organização responderam agora ao advogado de Swift, dizendo que a blogger está "protegida pela constituição" norte-americana e que tem direito à liberdade de expressão: "o texto do blogue junta discurso político e comentário crítico; discute as políticas atuais neste país, o recente ressurgir da supremacia branca e o facto de alguns supremacistas brancos, aparentemente, terem abraçado Swift, junto com uma interpretação crítica de alguma música, letras e vídeos dela".