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Harvey Weinstein tinha um “exército de espiões” para investigar e calar vítimas e jornalistas

O produtor terá gasto centenas de milhares de dólares para abafar as acusações de assédio e abuso sexual de que foi alvo

O produtor de cinema Harvey Weinstein, acusado de vários casos de assédio e abuso sexual, terá gasto centenas de milhares de dólares com "espiões" que tinham como objetivo abafar estas mesmas acusações, diz a revista The New Yorker.

Segundo a revista, Weinstein contratava antigos agentes e espiões e pedia-lhes que investigassem não só atrizes, como também jornalistas.

A The New Yorker menciona que uma antiga agente da Mossad, os serviços secretos israelitas, terá entrado em contacto com Rose McGowan, uma das atrizes que acusou Weinstein de abusos sexuais, fazendo-se passar por uma ativista pelos direitos da mulher.

A agente terá gravado várias horas de conversas com McGowan, que antecederam o lançamento da sua autobiografia, cujo conteúdo podia vir a ser problemático para Harvey Weinstein.

Segundo o autor da reportagem, Ronan Farrow, este "exército de espiões" estaria ativo desde o ano passado. O seu objetivo passaria por reunir informação sobre vítimas e jornalistas, de forma a desacreditá-los ou intimidá-los.

A porta-voz de Harvey Weinstein, Sallie Hofmeister, descreveu estas acusações como "ficção".