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Harvey Weinstein despedido da sua própria empresa por assédio sexual

O produtor de cinema foi despedido da empresa que fundou, a The Weinstein Co.

O produtor de cinema Harvey Weinstein foi despedido da sua própria empresa, a The Weinstein Co., após o jornal The New York Times ter publicado uma reportagem na qual dá conta de vários casos de assédio sexual por parte do primeiro.

Através de um comunicado, os diretores da empresa - Robert Weinstein, Lance Maerov, Richard Koenigsberg e Tarak Ben Ammar - anunciaram que o despedimento de Harvey foi feito "à luz de novas informações de má conduta" por parte do produtor.

O seu despedimento deu-se do domingo, após uma reunião tensa na qual lhe foi proposto um acordo para a sua saída da empresa, o qual recusou.

A reportagem do The New York Times aponta que os assédios sexuais por parte de Harvey Weinstein duram já há décadas, tendo falado com várias das vítimas, incluindo a atriz Ashley Judd. Ao longo desse período, o produtor terá chegado a acordo com pelo menos oito mulheres, ele que se defendeu dizendo que cresceu "nos anos 60 e 70, quando as regras sobre comportamento e os locais de trabalho eram diferentes".

O advogado do produtor reagiu também à reportagem, dizendo que este irá processar o jornal por difamação. "A reportagem está saturada com depoimentos falsos e difamatórios, e baseia-se sobretudo em boatos e relatórios falsos", afirmou.

A Weinstein Co. foi fundada em 2005 pelos irmãos Robert e Harvey Weinstein, após a sua separação da Miramax. Desde então, foram responsáveis por sucessos de bilheteira como Django Libertado, O Discurso do Rei ou Sacanas Sem Lei, entre outros.