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Tony Carreira responde à acusação de plágio: "Queixa é oportunista e injustificada"

Músico português reage à acusação do Ministério Público segundo a qual terá, ao longo dos tempos, plagiado 11 canções de músicos estrangeiros

Tony Carreira reagiu à acusação de plágio de que é alvo por parte do Ministério Público (MP). A mesma tem como base uma queixa-crime apresentada pela Companhia Nacional de Música, que Carreira - em comunicado emitido esta tarde pelos seus representantes - considera "oportunista e injustificada". Nesta queixa é referido que o cantor Tony Carreira "se dedica à usurpação e plágio de obras de outros autores pelo menos desde 2002".

"O Tony Carreira foi informado da acusação contra si deduzida. Ela parte de uma queixa oportunista e injustificada da Companhia Nacional de Música, a qual não representa qualquer autor ou artista envolvido nas obras em causa. Nenhum autor ou artista apresentou queixa", pode ler-se no comunicado enviado à imprensa pela Regi-concerto.

No mesmo salienta-se que "questões passadas de direitos autorais foram resolvidas em devido tempo com quem de direito". "O Tony Carreira considera a queixa sem fundamento e insusceptível de perturbar o seu trabalho em prol de um público que o segue há 30 anos", acrescenta-se.

O Ministério Público (MP) acusou o cantor Tony Carreira de plagiar 11 músicas de autores estrangeiros, com a colaboração do compositor Ricardo Landum, também arguido, considerando que se "arrogaram autores de obras alheias" após modificarem os temas originais.

"Os arguidos publicaram e divulgaram trabalhos mesmo sabendo que se tratavam de meras reproduções, ainda que parciais, de obras alheias, sem individualidade própria, tendo representado a possibilidade de estarem a plagiar obras de outros artistas, e ainda assim conformaram-se com tal resultado", sublinha o MP.

No despacho de acusação do MP a que a agência Lusa teve acesso relata-se que, "conhecedor da falta de consentimento para se apropriar de obras originais e de que apenas se limitou a modificar", Tony Carreira alterou a sua qualidade junto da Sociedade Portuguesa de Autores, de autor para adaptador, em relação a três músicas, "quando foi confrontado com a inveracidade da autoria de trabalhos que havia registado anteriormente". São elas "Depois de Ti Mais Nada", "Se Acordo e Tu Mão Estás Eu Morro" e "Sonhos de Menino".

Em maio de 2013, acrescenta o MP, Tony Carreira "chegou a acordo com certas entidades que reclamaram os seus direitos e consequentemente assumiu a posição de adaptador ao invés de autor" quanto a estas três músicas, mas só depois de "confrontado com a falta de genuidade e de integridade das suas 'obras'".

Em relação às restantes oito canções, Tony Carreira "insiste em apresentar-se como autor". A acusação faz a comparação entre as pautas musicais dos 11 originais, indicando os autores e os respetivos intérpretes (na maioria obras e artistas franceses e latinos), e as supostas reproduções.

Indica-se, por exemplo, que "Después de Ti...Qué" é uma música criada por Rudy Amado Perez, em 2000, e que terá dado origem a "Depois de ti mais nada". A obra "Me Muero", da autoria de Maria Graciela Galan e Joaquin Galan Cuervo, foi, segundo o MP, a base para a composição da música "Se acordo e tu não estás eu morro", enquanto "L'Idiot", de 1981, da autoria de Hervé Vilard e Henri Didier René, esteve na origem da criação do tema "Sonhos de menino".

Ainda decorre o período em que pode ser requerida a abertura da instrução, fase em que "Tony Carreira terá oportunidade de se defender, o que fará serenamente, certo da razão que lhe assiste", segundo o comunicado do artisa.

Com Lusa