Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

siga-nos

Perfil

Notícias

Todos os membros da banda polaca Decapitated foram acusados de violação de uma fã

A banda de death metal Decapitated foi detida no passado sábado, na Califórnia

Todos os membros da banda polaca de death metal Decapitated, que foram detidos no passado sábado na Califórnia, foram acusados de violar uma mulher no autocarro onde viajavam em digressão.

A violação terá acontecido após um concerto da banda em Spokane, Washington, no passado dia 31 de agosto. De acordo com documentos obtidos pelo The Spokesman Review, a vítima terá entrado no autocarro juntamente com uma amiga, a convite da banda.

Uma das mulheres afirmou, em tribunal, que o baterista da banda, Michal Lysejko, a apalpou, provocando-lhe um claro desconforto. Os mesmos documentos registam que, após esse momento, o ambiente que se vivia no autocarro mudou. "Um dos membros [da banda] começou a olhar para as mulheres como presas", pode ler-se.

A mulher afirmou ainda que o vocalista dos Decapitated, Rafal Piotrowski, começou a beijá-la, tendo ela resistido à medida que este lhe tentava tirar o cinto. Tal só terá provocado uma ação mais agressiva por parte de Piotrowski: "ele agarrou-a pelo braço e rodou-a de forma a que ela estivesse face ao lavatório e ao espelho da casa de banho".

A mulher terá então visto, através do espelho, cada um dos membros dos Decapitated à espera para a violar, à vez. A violação foi revelada às autoridades após a mulher ter recebido uma chamada da amiga, que foi mandada parar por suspeitas de estar a conduzir sob o efeito de álcool.

A vítima foi transportada para o hospital, onde foi sujeita a vários exames. Nos braços foram encontrados hematomas "que indicam que foi maniatada" e várias lesões nos nós dos dedos. A mulher afirmou que bateu por diversas vezes com o punho na parede para se distrair do que se estava a passar.

Questionados pelas autoridades locais, Michal Lysejko disse não conhecer as mulheres em questão, ao ser confrontado com uma fotografia das mesmas, e recusou-se a falar sem a presença de um tradutor. O mesmo fez Piotrowski, que requisitou ainda um advogado, admitindo no entanto que "houve uma festa no autocarro" e que aquelas mulheres estiveram presentes.

Hubert Wiecek, baixista, também afirmou ter visto as mulheres mas disse ter-se "sentado no sofá sem perceber o que se passava". O guitarrista Waclaw Kieltyka permitiu a recolha do seu ADN, pedido negado por Piotrowski e Wiecek.

A banda encontra-se neste momento numa cadeia de Los Angeles, à espera de ser transferida para Spokane, onde se irão defender destas acusações. O advogado de defesa, Steve Graham, afirmou ao mesmo jornal que os seus clientes "irão combater estas alegações" e que existem testemunhas que provam que a mulher "visitou a banda de livre vontade e que depois os deixou a bem".