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Rock in Rio-Lisboa 2018

Conheça as novas datas do Rock in Rio-Lisboa 2018

Pela primeira vez desde que chegou a Portugal - já lá vão 13 anos e sete edições - vão ser alteradas as datas em que se realiza o Rock in Rio Lisboa. E há mais novidades

Com início tradicionalmente marcado para os últimos fins de semana de maio, o festival, que desde a primeira edição decorre no Parque da Bela Vista, em Lisboa, será reagendado em 2018, avançando na agenda para os dois últimos fins de semana de junho. Assim, no próximo ano, o evento terá lugar a 23, 24, 29 e 30 de junho, soube o Expresso. Segundo Roberta Medina, diretora do Rock in Rio, esta mudança “não está relacionada com o calendário dos festivais europeus ou mesmo portugueses” mas sim com as datas em que os artistas se encontram em digressão. Recorde-se que, por se iniciar em maio, o Rock in Rio Lisboa ficava muitas vezes fora da época habitual das digressões e dos festivais de verão. Medina sublinha ainda que esta é uma altura em que as condições meteorológicas são bastante mais favoráveis.

O Rock in Rio Lisboa 2018 — que com este reagendamento terminará duas semanas antes dos festivais NOS Alive (12, 13 e 14 de julho) e Super Bock Super Rock (19, 20 e 21 de julho) — evita assim o calendário das Festas de Lisboa, mas irá coincidir, tal como o NOS Alive, com a realização do Campeonato do Mundo de Futebol (14 de junho a 15 de julho), que terá lugar na Rússia e que, tudo o indica, contará com a participação da Seleção Nacional, caso vença os dois jogos que lhe faltam disputar. Outra alteração no figurino do Rock in Rio Lisboa prende-se com a redução do número de dias. O evento tem decorrido, desde a primeira edição, ao longo de cinco dias, mas em 2018 terá apenas quatro. O número de artistas que vão atuar não será, porém, reduzido. Ainda segundo Roberta Medina, “o Palco Mundo [palco principal] irá receber cinco artistas em cada dia e não quatro”, como foi norma até ao ano passado.

Rock in Rio-Lisboa

Rock in Rio-Lisboa

Rita Carmo

Poder aos vloggers

A diretora do Rock in Rio acrescentou ainda ao Expresso que existem várias mudanças no que respeita aos conteúdos da próxima edição, de forma a que o festival corresponda aos resultados de alguns estudos de mercado que indicam ser a “família” o seu público-alvo preferencial. A produtora do evento concluiu que, do universo constituído por esse público-alvo, 50 por cento escolhia o Rock in Rio pelo “cartaz”, enquanto a outra metade se decidia pela “experiência” proporcionada, pelo que o Parque da Bela Vista se aproximará de um “parque temático ou de entretenimento”. Essa informação fará com que no Second Stage (ou Palco Vodafone) a programação seja, já em 2018, mais “transversal” e não tão alternativa, enquanto a Rock Street conhecerá novos desenvolvimentos, adotando África e a sua importância na música atual como tema central, à semelhança do que irá suceder no Rock in Rio de Janeiro, que tem início já no próximo dia 15 de setembro. Na versão brasileira serão também testadas várias inovações que só chegarão a Lisboa na próxima edição.

Uma novidade, tanto no Rio de Janeiro com em Lisboa, será a inauguração de um “novo bairro” na Cidade do Rock, intitulado Pop District, que será dedicado aos maiores acontecimentos da cultura pop. É aí que ficará instalado um palco (o Digital Stage) onde atuarão youtubers, vloggers, comediantes e outros influenciadores das redes sociais, mas onde haverá igualmente espaço para o cinema, a banda desenhada e a moda. Já confirmada está a homenagem a Mel Ramos, o pintor norte-americano de ascendência açoriana que ficou conhecido pelos seus nus femininos, algures entre o realismo e o abstracionismo; e também a realização de sessões de autógrafos com atores de cinema e de séries de televisão, um hall of fame onde estarão gravadas as mãos de estrelas célebres, exposições que dialogam com a iconografia pop (cartazes, discos de vinil, cassetes) e uma área onde se percorre a história de objetos lúdicos que vão desde os ioiôs aos jogos digitais mais populares da cultura gaming, passando pelo cubo mágico de Rubik, que se tornou famoso nos anos 80. Outra novidade do próximo Rock in Rio é a abertura de uma Gourmet Square (praça de restauração), de acesso controlado, que será inspirada no lisboeta Mercado da Ribeira e onde várias centenas de comensais poderão apreciar uma “experiência completa” proporcionada por alguns dos mais conceituados chefes.

Rock in Rio-Lisboa

Rock in Rio-Lisboa

Rita Carmo

O preço do bilhete que dá acesso ao Rock in Rio Lisboa permanecerá inalterado, isto é, mantém-se nos 69 euros, mas, segundo Roberta Medina, a política de preços, ao invés do que sucedeu na edição de 2016, será bastante mais apertada: “Descontos só mesmo no início da venda de bilhetes e numa quantidade muito mais limitada”, avançou. Em 2108 existirá o passe de fim de semana, para o qual ainda não está definido o preço. O Rock in Rio de Janeiro 2017 terá lugar de 15 a 17 e de 21 a 24 de setembro, no Parque Olímpico. A lotação de 700 mil espectadores para os sete dias já se encontra esgotada. O bilhete diário custa 455 reais (cerca de 122 euros).

Originalmente publicado no Expresso de 9 de setembro