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“Dave Grohl é m...”, diz o jornalista que apresentou Courtney Love a Kurt Cobain

Everett True deixou palavras pouco simpáticas para com o líder dos Foo Fighters e ex-Nirvana

Everett True é um dos jornalistas mais respeitados do mundo da música, ele que também deixou a sua marca na história do rock: durante o mítico concerto dos Nirvana no festival de Reading, em 1992, foi ele quem empurrou Kurt Cobain, em cadeira de rodas, para o palco - isto depois de ter apresentado o malogrado músico à sua mulher, Courtney Love.

25 anos depois, True está a preparar o lançamento de um novo livro, com um título bem apelativo: Ed Sheeran is shit, and other musical malfunctions, no qual se atira a vários artistas que considera "sobrevalorizados", como o próprio Sheeran ou os Arcade Fire, Father John Misty, Bono ou Chris Martin, dos Coldplay.

O jornalista está neste momento à procura de financiamento para o seu livro, através da plataforma IndieGoGo, tendo partilhado um dos capítulos que ali estarão contidos, sobre Dave Grohl, ex-Nirvana e hoje líder dos Foo Fighters.

Sem medir palavras, True começa por escrever que "Dave Grohl é m*rd*", pedindo aos seus leitores que "não acreditem no hype": "[Grohl] é uma zona de conforto barbuda e sorridente para pessoas que precisam de alguma garantia nas suas vidas, e que não têm expetativas para o futuro para além do lançamento de um novo filme do Wolverine no ano que vem".

Mas não se fica por aí. "Dave Grohl é m*rd*. Não é preciso ser-se escandaloso para o dizer, não é preciso que nos incitem a fazê-lo. Não é preciso ser-se narcisista, não é preciso ser ninguém na vida. Dave Grohl é m*rd*".

"Não é preciso ouvir os Foo Fighters, fazer exercício ao som deles ou prestar atenção à sua legião de fãs desesperados para entender isto; basta ler os comentários condescendentes dos que têm medo de o dizer (e continuam a pensar que é na boa ele ser uma m*rd* porque 'é um tipo simpático')".

Descrevendo ainda Grohl como "um teste de amaciador para cabelo", True compara-o a outras personalidades que não lhe merecem comentários menos negativos: "Faz com que o Chris Martin soe à Beyoncé. Faz com que o Ed Sheeran pareça ter um fogo dentro dele. Permite termos outra perspetiva em relação à Theresa May".

"É m*rd*. Uma aproximação à música que não se preocupa em capturar a faísca que torna a música tão especial, tão mágica. Uma aproximação de uma aproximação. O rapaz da porta ao lado, com uma bateria e uma sonoridade gamada ao passado. Apropriação subcultural mal amanhada", conclui. Leia aqui o texto de Everett True, na íntegra.