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O Sol da Caparica

Dário Cruz

Mariza no festival O Sol da Caparica: “Meninas, esses calções com que andam de rabo de fora são horríveis”

A fadista deu o seu parecer sobre a moda “festivaleira” durante o concerto do festival da Margem Sul do Tejo, que começou esta quinta-feira na Costa de Caparica

Manuel Rodrigues

De sorriso na cara, vestido branco longo, bastante comunicativa e com a afinação de um diapasão, Mariza trouxe esta quinta-feira a música tradicional dos bairros lisboetas ao palco principal do festival O Sol da Caparica, no Parque Urbano da Costa de Caparica.

Houve espaço para sofrimento ("Barco Negro", onde o estrondo dos timbalões, a trovoada no ecrã de leds e o pisca-pisca branco das luzes se fundiram num só), celebração (a encerrar, "Saudade Solta" transformou a plateia num estádio de futebol, com a própria fadista a trazer à baila os mais recentes feitos portugueses por terras de Joana D'Arc para tal efeito) e homenagem (Amália Rodrigues foi, indiretamente, evocada em fados como "Ó Gente da Minha Terra", "Fadinho Serrano" e a já aqui mencionada "Barco Negro").

Mariza também desempenhou o papel de crítica de moda. A propósito de "É Ou Não É", a cantora deu o seu parecer em relação às novas tendências de vestuário dos jovens: "meninas, deixem-me dizer-vos que esses calções com que andam de rabo de fora e essas minissaias são horríveis", o que provocou um misto de aplausos e assobios na plateia.

O espetáculo, esse, é visivelmente oleado e praticamente irrepreensível: dos instrumentistas às canções, do vídeo à luz, da agitação ao silêncio (a célebre pausa no tema "Ó Gente da Minha Terra" que leva o público a desfazer-se em aplausos, continua eficaz), tudo conjugou na perfeição.

O festival O Sol da Caparica começou esta quinta-feira na Costa de Caparica, prolongando-se até domingo (inclusive).