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A carta virulenta de Madonna sobre Whitney Houston e Sharon Stone

Cartas escritas por Madonna, nos anos 90, contêm insultos a Whitney Houston e Sharon Stone

Um juiz de Manhattan impediu que uma série de objetos pessoais de Madonna, entre os quais cartas escritas pela cantora e pelo rapper Tupac Shakur, com quem teve uma relação nos anos 90, fossem vendidos em leilão.

A decisão surge depois de Madonna ter colocado uma ação em tribunal contra o leilão em questão. Na mesma, a cantora escreve que se sentiu "chocada por tomar conhecimento do leilão", já que "não fazia ideia que a carta de Shakur já não estava em [sua] posse".

No processo, Madonna culpa a venda não-autorizada destes objetos em Darlene Lutz, antiga consultora de arte que terá tido acesso "a estes itens em inúmeras ocasiões", incluindo quando a cantora não se encontrava em casa.

Entre os objetos estava também um pente, o que provocou a ira de Madonna. "É revoltante e ofensivo que o meu ADN possa ser vendido ao público em geral", escreveu.

No entanto, são as cartas que mais têm dado que falar, já que, numa delas, Madonna escreveu palavras pouco simpáticas para com Whitney Houston, entretanto falecida, e a atriz Sharon Stone.

"Deve ter sido isto o que sentiram os negros quando o Elvis Presley se tornou popular", pode ler-se. "É demasiado frustrante ler que a Whitney Houston e a Sharon Stone tiveram as carreiras que eu queria ter na música e no cinema".

"Não quero ser nenhuma destas mulheres porque preferia morrer a sê-lo, mas elas são tão horrivelmente medíocres e estão sempre a ser empoladas como modelos de virtude, como uma medida de modo a humilhar-me".

Na outra carta, escrita por Shakur, o rapper fala da sua relação com Madonna, dizendo que a relação entre ambos poderia prejudicá-lo pelo facto de ela ser branca.

"Seres vista com um negro não arruinaria a tua carreira, iria fazer com que fosses vista como uma pessoa de mente aberta e excitante", escreveu. "Mas sinto que devido à minha 'imagem' iria desapontar metade das pessoas que fizeram de mim o que sou".

Com esta ação do juiz, o leilão encontra-se adiado até que o tribunal decida, em setembro, se os objetos poderão ser ou não colocados à venda.