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Álvaro Covões

Tiago Miranda

“O artista mais caro do NOS Alive é o Dr. Centeno, ministro das Finanças”, diz Álvaro Covões

O diretor-geral da Everything Is New, que organiza o festival de Algés, continua a criticar os impostos que lhe são cobrados e atira farpas ao Instituto das Mobilidades e dos Transportes, que montou uma operação STOP à saída do festival, com viaturas da Cabify e da Uber na mira

Álvaro Covões, responsável máximo pelo festival NOS Alive, contesta uma operação STOP levada a cabo pela Polícia de Segurança Pública (PSP) e pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) perto do recinto do NOS Alive. Na mesma, foram abordados e multados motoristas ao serviço das plataformas elétronicas de transporte Uber e Cabify, esta última parceira do festival de Algés.

"Este país às vezes parecem dois países”, comentou ao Observador o diretor do festival. “Nós fazemos um esforço titânico para pôr Portugal no mapa, trazemos cá 118 jornalistas estrangeiros e 22 mil estrangeiros, ajudamos a vender Portugal lá fora e se o IMT decidiu fazer uma ação destas nestes dias, eu devia dar os parabéns porque vamos no caminho certo”, ironizou.

“Eu sei que a lei tem de ser cumprida, mas é 365 dias por ano e não só durante um evento desta natureza. Vou ficar muito atento a ver se, durante a Web Summit, que é um evento apoiado pelo Governo, o IMT vai fazer o mesmo. Vou mesmo”, acrescentou. Para Covões, uma fiscalização durante o festival "é uma vergonha". "Espero que quem decidiu isso seja demitido".

Recorde-se que, atualmente, as plataformas eletrónicas de transporte aguardam que o Parlamento aprove a lei que as regula. Existindo um vazio legal, as autoridades estão a aplicar coimas que oscilam entre os 5 mil e os 16 mil euros aos profissionais do setor.

Na mesma entrevista, Covões afirma, também com ironia, que o artista mais caro do NOS Alive deste ano foi Mário Centeno, ministro das Finanças. “Artista no bom sentido. É o que recebe mais”, completou, aludindo à taxa de 13% de IVA aplicado a espetáculos culturais.

Recusando que o espaço do Passeio Marítimo de Algés esteja sobrelotado ("Quando os 55 mil estão no recinto do Palco NOS, vemos que há espaço para muito mais gente) e sugerindo aos festivaleiros uma melhor gestão das idas à casa de banho, de forma a serem evitados problemas de circulação entre palcos ("Eu também no futebol evito ir à casa de banho no intervalo"), Covões não abre o jogo quanto às contratações para a edição de 2018 e também não confirma se os preços dos bilhetes, que deverão ser postos à venda em setembro, se manterão ("Se for necessário, mexeremos").

Definidas estão já as datas da próxima edição, como já tinha sido avançado: 11, 12 e 13 de julho, o NOS Alive volta ao Passeio Marítimo de Algés.