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Foo Fighters no NOS Alive'17

Rita Carmo

Dave Grohl é mesmo assim tão simpático? Nem por isso, diz antigo baterista dos Foo Fighters

William Goldsmith, ex-baterista dos Foo Fighters, deixou várias críticas à forma como foi tratado por Grohl

É quase um cliché dizer que Dave Grohl é "o tipo mais simpático do rock", incapaz de despertar qualquer tipo de animosidade. Mas há pelo menos uma pessoa que recusa essa ideia: William Goldsmith, antigo baterista dos Foo Fighters.

O músico, que fez parte dos Foo Fighters entre 1994 e 1997, falou ao Daily Mail sobre o seu período na banda, no qual participou apenas num álbum: The Colour and the Shape.

É precisamente esse álbum o que levou à saída de Goldsmith: "Aparentemente, o Dave [Grohl] ia regravar algumas das canções. Não sei se o produtor lhe disse para as regravar a todas, mas quando dei por isso todo o meu trabalho tinha desaparecido, tirando uma ou duas faixas", explicou.

O músico disse, ainda, que se sentiu "violado" com a experiência. "Quando pões tanto de ti mesmo em algo, e isso é completamente destruído sem saberes... Essa é uma forma de descrever como me senti".

Goldsmith ainda teve uma oferta para continuar nos Foo Fighters enquanto baterista de digressão, mas recusou: "provavelmente iria matar-me", diz.

Apesar de "ter a impressão" de que Grohl "se sente mal pela forma como as coisas correram", Goldsmith diz também que, se assim fosse, o líder dos Foo Fighters já o teria contactado. A última vez que ambos se cruzaram foi durante um festival de música, em 2002.

"Ele é um bocado como aquele puto que é popular mas cruel, e toda a gente gosta dele", diz Goldsmith sobre Grohl. "Ele disse uma vez, numa entrevista, que andar em digressão comigo era como andar em digressão com um saco de pancada".