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Brian Findlay

CD de Scarecrow Paulo, o novo projeto de Paulo Pedro Gonçalves (Heróis do Mar), grátis com a BLITZ deste mês

Paulo Pedro Gonçalves, músico destacado nos Heróis do Mar e mentor do projeto Ovelha Negra, regressa com um disco, “Shank”, grátis com a BLITZ de julho. O álbum é aqui apresentado, faixa a faixa, nas palavras do músico

É muito rica a história que repousa nos ombros de Paulo Pedro Gonçalves: foi um dos agitadores dos míticos Faíscas quando o punk fez estalar o verniz no nosso país, ajudou a inventar o futuro com os Heróis do Mar, foi rapaz de Lisboa em nome próprio nos tempos da Fundação Atlântica, marcou – como se viu recentemente com o CD que a BLITZ dedicou aos anos dourados da BMG – os anos 90 com os LX-90, primeiro, e os Kick Out The Jams depois.

Foi, precisamente, com a banda que resgatou o nome à memória dos MC5 que se mudou para Londres para nunca mais de lá sair. Paulo Pedro Gonçalves ainda teve tempo de transformar a sua saudade numa imaginativa aproximação ao fado com o projeto Ovelha Negra e agora reinventa-se como Scarecrow Paulo, assumindo as despesas da guitarra e da voz, da composição e da imaginação de todo o imaginário que atravessa o registo de estreia que aqui se apresenta, Shank.

O CD de estreia da nova aventura de Paulo Pedro Gonçalves é grátis com a BLITZ de julho, já nas bancas, ao preço de €4,90.

"Shank", de Scarecrow Paulo, grátis com a BLITZ de julho

"Shank", de Scarecrow Paulo, grátis com a BLITZ de julho

Leia a apresentação faixa-a-faixa de "Shank", pelas palavras de Paulo Pedro Gonçalves:

1. The Sky Was Falling
Para mim, é um take à Jacques Brel. É um bocado aquela canção francesa: o mundo está a acabar porque a gente disse adeus, e estas são as coisas que estão a acontecer por causa de um adeus.

2. Precious Stones
A guerra transforma-se em ouro, em pedras preciosas. Toda a guerra acontece porque se procura um lucro.

3. Howlin’ in the Morning
A vida de uma pessoa vai acabar. No dia a seguir, essa pessoa vai ser enforcada. Portanto, há um buraco grande na manhã seguinte. É sobre uma pessoa estar a enfrentar o que fez e para onde vai.

4. Eyes
Foi cantado ao primeiro take. É uma canção que mexe muito comigo, que é muito importante para mim, que é sobre a cegueira e sobre uma pessoa precisar de alguém para atravessar as montanhas.

5. Love Is Not a Gun
Essa é pessoal (risos). As pessoas tratam muito as relações, quando estas acabam, como pistolas. O amor é utilizado como pistola. As pessoas usam o amor para magoar. E também é sobre o que se passa agora com a religião, com as pessoas a utilizarem Deus como arma – sempre foi assim a história da religião. É, de certa forma, uma crítica a isso.

6. Every Night and Everyday
«Every night and everyday reminds me of you». É isso. Tudo me faz pensar em ti. As coisas boas e as coisas más.

7. Buckle and Rust
Esse tema é sobre um homem que se apaixona loucamente por alguém e que acaba a fazer coisas que não deve fazer. Acaba mal.

8. Return the Golden Fish to the Deep Blue Sea
É baseada numa história do [Alexander] Pushkin. A ideia vem do tempo em que eu vivia em Glasgow. É sobre os sonhos que nós criamos e que não passam de sonhos. É um bocado sobre a dureza de viver, a dureza que existe no Reino Unido.

9. Water
É sobre procurar amor. Água é amor. Falando sobre a música, tem um solo fantástico do Rodrigo Amado. É sobre reconhecer o amor quando se encontra. Poder desfrutar desta vida.

10. Council Crematory
A faixa é sobre uma rapariga de Birmingham. Para onde foi a luz da noite? A lua desapareceu.

11. Velvet Wings
É para os meus filhos. É para todas as crianças. Para saberem que nunca estão sós. Nós nunca estamos sós. Temo-nos a nós e se estivermos bem connosco nunca estaremos sós.

12. Justice
«It’s a rich man’s game». Começa com Jesus Cristo a ir para o Calvário e acaba com a chuva a cair do céu. A justiça está sempre na mão dos ricos e dos poderosos.