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Rodagem do videoclip "Fado do Cobarde", de Marco Rodrigues

Rita Carmo

A BLITZ na rodagem do novo videoclip de Marco Rodrigues: as fotos, a reportagem e o vídeo, em primeira mão

Fadista prepara edição de novo álbum em setembro com vídeo para um tema escrito por membros dos ÁTOA: o clip de Joana Areal para “Fado do Cobarde”, que aqui pode ver, foi rodado em tarde soalheira na doca de Setúbal. A BLITZ esteve lá

Rita Carmo

Rita Carmo

Fotojornalista

O fadista Marco Rodrigues prepara o sucessor de Fados do Fado, trabalho em que abordou standards do género reconhecido pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade. O novo registo será composto por uma série de colaborações inéditas e improváveis com autores como Carlão, Diogo Piçarra, Luísa Sobral, Capicua, Agir, Pedro da Silva Martins, Tiago Pais Dias e Marisa Liz (Amor Electro), Boss AC ou os ÁTOA, banda que assina "Fado do Cobarde", cujo vídeo tem hoje estreia e pode ver aqui em primeira mão:

Sentados à mesa de um restaurante na zona portuária de Setúbal, o fadista e os autores de "Fado do Cobarde", Guilherme Alface e João Direitinho, degustaram carapaus com molho à espanhola enquanto trocaram ideias sobre os mistérios do fado na tarde em que se rodou o clipe, missão que a lente de Rita Carmo acompanhou de bem perto.

Marco Rodrigues - gravação de videoclipe
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Marco Rodrigues - gravação de videoclipe

Rita Carmo

"Comecei a escrever por causa do fado", começou por explicar João Direitinho, dos Átoa. "Nunca tinha tocado neste género, mas a verdade é que as noites de fado sempre me atraíram". O fadista mostra aos "aprendizes" que estudou a lição e explica "que o fado nasceu porque quem partia do Porto de Lisboa tinha necessidade de cantar a saudade". "Daí a rima simples, as quadras ou sextilhas; isso é que tornava esta música numa canção do bairro, com uma função social", elabora Marco Rodrigues.

"A minha avó", acrescentou ainda Direitinho, "costumava ir ao fado vadio. Mas muito aconteceu desde então: sinto que está a modernizar-se e que se encontra numa fase entusiasmante". Marco concorda: "O fado é um estilo de música sempre influenciado pelo tempo em que vive".

"Depois de três discos de originais e um de versões", continuou o fadista, "achei interessante pedir a gente que nada tem que ver com o fado que escrevesse para mim. Gosto do desafio de afadistar estes temas". Marco Rodrigues recordou um dos casos mais singulares do desafio: "Tenho uma enorme admiração pelo Carlão. Pensei em dar-lhe um fado tradicional e a reacção dele foi muito gira. Perguntou-me: 'isso tem regras e uma métrica, não é?'. E a coisa funcionou. Fiquei com um fado tradicional com um arranjo muito pimpão. Ou seja, o típico personagem de bairro que acompanhou a evolução dos tempos acaba por se retratar ali. E isto é algo que a Amália já fazia: chamar gente de fora para reinventar a tradição".

Neste caso, reforçaram os ÁTOA, com direito a acordeão comprado de propósito por Tiago Machado, homem que assume a produção do álbum que será lançado em setembro. E para um Verão que bem precisa de frescura e leveza, aqui está um clip rodado em lota de peixe, num porto tradicional, bem próximo de Lisboa, com luz gloriosa e brilho de prata a cargo de uma realizadora, Joana Areal, que já trabalhou com Kalaf ou Ana Moura.