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Festival MED

Tudo sobre a edição de 2017 do festival MED

O evento acontece na zona histórica de Loulé, no Algarve, a partir de 29 de junho. Saiba o que vai poder ver e fazer

Arranca no próximo 29 de junho na zona histórica de Loulé, no Algarve, a 14ª edição do festival MED, evento que coloca o mundo no centro de uma cidade.

Com artistas internacionais como Rachid Taha, Akua Naru, Teté Alhinho, BNegão ou Fanfare Ciocarlia e uma forte representação nacional que se estende de Ana Moura e Branko a Rodrigo Leão e à dupla Medeiros/Lucas, o MED continua a explorar a sua identidade, dividindo o cartaz por vários palcos.

Ao promover a circulação dos diferentes públicos pelos vários espaços do evento – palco Cerca, palco Castelo e palco Matriz –, encoraja-se a descoberta dos recantos da zona histórica de Loulé, do seu comércio local, dos diferentes bares e restaurantes e até de algumas marcas arqueológicas importantes que vincam uma identidade muito particular, ligando a cidade a um passado que resguarda ainda marcas da ocupação árabe.

Quem já visitou o MED numa das suas anteriores edições sabe que esta é uma das suas mais-valias: as ruas estreitas apinham-se de gente, de vendedores de marroquinaria, de bancas de bebidas ou discos, e o ambiente que se gera é um dos garantes de uma experiência muito distinta da de outros festivais de verão. Além da música que ecoa pelos vários palcos da zona antiga da cidade, há todo um percurso possível de ser feito para que se usufrua de uma experiência que ultrapassa o mero «consumo» de concertos.

Este ano, os espetáculos arrancam a 29 de junho com apresentações que se estenderão de Portugal ao Reino Unido e daí a Cabo Verde ou Argélia: Daniel Kemish, Marta Ren & The Groovelvets e La Dame Blanche animarão o palco do Castelo ao passo que Teté Alhinho (Cabo Verde), Akua Naru (Estados Unidos) e Rachid Taha (Argélia) se apresentarão na Cerca com o espaço mais amplo do Palco Matriz a ser reservado a Ana Moura e ainda, ao DJ Celeste/Mariposa que levará os ritmos dos PALOP para o centro de uma festa que promete ser animada.

No dia 30 de junho haverá tempo para viajar pela África de Angola, Cabo Verde, Benim ou Marrocos, com artistas como Helder Moutinho, Óquestrada e Throes + The Shine a cruzarem-se no espaço do Castelo, e Lura (Cabo Verde) e Canzoniere Grecanico Salentino (Itália) a fazerem o mesmo no palco da Cerca. Rodrigo Leão, Boogat (Canadá e México), os lendários Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou (Benim) e ainda os H.A.T. (Marrocos e Estados Unidos) serão os reis da noite no palco Matriz.

A programação musical termina a 1 de julho com concertos que trarão a Loulé sons de origens tão distintas como o Brasil ou o Irão: Medeiros/Lucas, Fábia Rebordão e Bezegol com a Rude Bwoy Banda tocarão no Castelo; Mayra Andrade (Cabo Verde), Delgres (Estados Unidos), Fanfare Ciocarlia (Roménia) e BNegão (Brasil) assinarão concertos no espaço da Cerca; e ainda haverá tempo para Niyaz (Irão), Che Sudaka (Argentina, Colômbia e Espanha) e Branko subirem ao palco Matriz.

Ao todo, o cartaz inclui músicos de 19 países, atravessando géneros que vão do rock ao kuduro, da eletrónica ao fado, das músicas ciganas ao hip-hop, numa viagem que não é apenas geográfica, mas também de diferentes culturas musicais. Há, por isso, muito mais: cinema e exposições, gastronomia e artesanato, animação para crianças, poesia e debates, num programa com ambição que olha para o mundo a partir de uma cultura mediterrânica cheia de história.

Além dos concertos, os festivaleiros poderão assistir a atividades relacionadas com artesanato, cinema, gastronomia e atividades para os mais novos, bem como poesia e conferências.

O Med acontece na zona histórica de Loulé, de 29 de junho a 1 de julho. Os bilhetes custam entre 10 euros (bilhete diário) e 24 euros (passe) até 25 de junho e entre 12 euros (bilhete diário) e 30 euros (passe) a partir de 26 de junho. Os bilhetes diários de família (para dois adultos e duas crianças até 16 anos) custam 25 euros. As crianças até 12 anos não pagam entrada. Veja o cartaz:

Festival Med 2017 - o cartaz

Festival Med 2017 - o cartaz

Paulo Silva