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Estarão os seus CDs a apodrecer?

Ao contrário do que se julgava, os CDs podem ter um tempo de vida bastante curto

Se é dono de uma vasta coleção de CDs, tome atenção: os mais antigos poderão estar, neste preciso momento, em processo de decomposição.

Ao contrário daquilo que foi veiculado quando os CDs começaram a ultrapassar o vinil enquanto meio predileto para a audição de música, em meados dos anos 80, o seu tempo de vida não é eterno.

Um estudo realizado pela Biblioteca do Congresso norte-americano, em 2014, mostrou que os CDs começam a apodrecer com a passagem do tempo.

Na realização desse mesmo estudo, foram comparados dois CDs do mesmo artista e editora, tendo estes sido sujeitos a temperaturas de cerca de 79 graus e a humidades relativas de 70%.

Ao passo que um dos CDs saiu incólume, o outro foi completamente destruído pela oxidação - um processo que ocorre, naturalmente, ao longo dos anos, e não só com o calor ou humidade: os lasers usados por vários dispositivos na sua leitura têm o mesmo efeito.

Não é possível, no entanto, determinar que tipo de CDs são mais duradouros do que outros, já que nem todos são fabricados da mesma forma. Mas descobriu-se que os CDs regraváveis estão mais predispostos à deterioração que aqueles gravados de forma profissional.

O estudo deixa alguns conselhos aos que ainda usam CDs para escutar música: pegar-lhes através do buraco situado no meio, e evitar escrever o que seja no lado de cima.