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Há cinco cidades portuguesas a disputar a final da Eurovisão

A solução que se afigura mais óbvia, a MEO Arena em Lisboa, pode ser a mais complicada

Guimarães, Santa Maria da Feira, Matosinhos, Lisboa e Portimão são as cinco cidades portuguesas mais bem posicionadas para organizar a final da 63ª edição do Festival da Eurovisão, que terá lugar em maio ou no final de abril do próximo ano, segundo a BLITZ apurou junto de fonte próxima do processo. Na qualidade de vencedor da edição de 2017, cabe a Portugal, e à RTP, produzir o espectáculo televisivo no ano seguinte, a pedido da União Europeia de Radiodifusão. Mas a escolha não é fácil e, por isso, nos últimos anos os organizadores têm optado por abrir um concurso.

As dificuldades na construção de um evento deste tipo, que é transmitido para uma audiência que ronda os 200 milhões de telespectadores, prendem-se não só com o orçamento – nos últimos anos baloiçou entre os 14 milhões de euros de Estocolmo e os 56 milhões de euros de Baku, no Azerbeijão – mas também com a escolha do local onde vai decorrer a cerimónia. O ministro da Cultura, Castro Mendes, demonstrou recentemente a firme intenção de apoiar a produção do festival. O passo seguinte será a escolha da sala onde decorrerá o evento, sabendo-se que essas instalações serão ocupadas por um longo período de tempo: um mínimo de três semanas ou mesmo um mês.

Este período de tempo pode deixar de fora um equipamento como a MEO Arena (cerca de 18 mil lugares), aquele que para a União Europeia de Radiodifusão se afiguraria à partida como a escolha certa, não só devido aos eventos que já possam estar contratados, mas sobretudo devido aos custos que a ocupação da maior sala de espectáculos do país durante mais de vinte dias implica. Por essa razão, ganham vantagem outras candidaturas como a Exponor, em Matosinhos, o Europarque (cerca de onze mil lugares) em Santa Maria da Feira, o Multiusos de Guimarães (cerca de cinco mil lugares), ou a Portimão Arena. O número de lugares não é decisivo, dado tratar-se de um espectáculo de televisão.

Além das condições técnicas, o local escolhido tem de cumprir uma série de encargos que obrigam desde a disponibilização de cabinas para as dezenas de comentadores que narram ao vivo o festival até à capacidade hoteleira para receber as comitivas das quase três dezenas de países concorrentes.