Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

siga-nos

Perfil

Notícias

Atentado em Manchester, após concerto de Ariana Grande.

Getty Images

Antes do atentado, Arena de Manchester chamava a si o controlo da área onde se deu a explosão

Informação oficial veiculada pelo espaço foi a de que o atentado após o concerto de Ariana Grande se deu numa zona de acesso público, mas há indícios de que era a própria sala de espetáculos que geria o espaço

Os responsáveis pela Arena de Manchester, local onde se deu o atentado que vitimou 22 pessoas e deixou feridas outras 59, após um concerto da norte-americana Ariana Grande, comunicaram que a explosão ocorrida após o concerto de Ariana Grande se deu numa zona de acesso público, mas não é isso que a planta da área deixa a entender.

A explosão da bomba teve lugar numa zona de entrada - denominada pela Manchester Arena de City Room - que dá posteriormente acesso à sala de espetáculos propriamente dita, e que é utilizada como zona de vendas ou de publicidade a futuros concertos.

A planta da Manchester Arena tal como é divulgada pelo site da sala de espetáculos. No canto inferior esquerdo, o chamado "City Room"

A planta da Manchester Arena tal como é divulgada pelo site da sala de espetáculos. No canto inferior esquerdo, o chamado "City Room"

Os responsáveis pela Manchester Arena alegam que este espaço é da responsabilidade da edilidade e, por conseguinte, de acesso público, mas essa afirmação está a ser contestada.

Caso se verifique que o City Room é, de facto, controlado pela Arena, as famílias das vítimas - 22 mortos e 59 feridos - poderão processar o espaço por falta de condições de segurança, o que poderá resultar no pagamento de indemnizações avultadas por parte da sala de espetáculos.