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O que ainda não sabíamos sobre Prince?

Com quase 40 álbuns editados e uma carreira que marcou a cena pop internacional, Prince deixou-nos há um ano. Tinha menos de 20 anos quando lançou o primeiro álbum e trabalhou quase até ao fim da vida. A assinalar o primeiro aniversário da sua morte, conheça algumas curiosidades desconhecidas sobre o artista

Cantor, compositor, produtor, ator, bailarino, instrumentista e também vegan e Testemunha de Jeová, diz a BBC sobre Prince, um ano depois da sua morte.

Ícone de sensualidade e irreverência, Prince não era adepto de palavrões e, quando dizia que não queria desrespeitar a sua fé, o artista de Minneapolis "não estava a brincar", diz o amigo James Lundstrom. Em Paisley Park, no seu estúdio, instituiu a "caixa dos palavrões", onde colocava entre 3 a 10 dólares por cada palavrão que dizia.

No seu funeral (uma cerimónia privada que aconteceu a 23 de abril, dois dias após a morte), foi tocado o tema "Comeback", originalmente composto pelo artista para o seu filho Ahmir, que faleceu em 1996, com uma doença rara, apenas 7 dias depois de nascer.

Ouça aqui a canção, presente no álbum The Truth, um disco editado como bónus da compilação Crystal Ball:

Como ator, Prince participou no filme Purple Rain, no mesmo ano em que editava o álbum com o mesmo nome. O que não sabíamos é que, durante as gravações, usou uma peruca. Em 2015, comprou secretamente a casa de Minneapolis onde, no filme, é passada a sua infância.

Para os mais curiosos, a BBC revelou ainda uma lista das últimas compras de Prince. Além de um café, o artista de Minneapolis aproveitou o Record Store Day para comprar alguns CDs. Talking Book, de Stevie Wonder, Hejira, de Joni Mitchel e Santana IV, de Santana foram alguns deles.

Foi o artista com mais álbuns vendidos em 2016 nos Estados Unidos, superando mesmo Adele e Drake. O seu sucesso continua agora nas plataformas de streaming, onde a sua música está presente desde fevereiro deste ano.

Exigente e perfecionista consigo próprio, Prince também não deixava escapar qualquer falha dos seus parceiros. Michael B. Nelson, que tocou trombone nos New Power Generation, uma das bandas que o acompanhou, conta que, com o seu microfone em forma de pistola dourada, Prince gostava de "amedrontar" os colegas. Um dia, enganou-se num dos seus solos e, depois de prometer que iria dar o seu melhor no concerto seguinte, a resposta de Prince foi "também fizeste o teu melhor ontem", conta o instrumentista.

Se o seu percurso musical foi marcado pelos pseudónimos, alter-egos e identidades alternativas, quando viajava Prince Rogers Nelson também não usava o nome verdadeiro, para manter a sua identidade privada. Peter Bravestrong era o nome que podia ler-se na etiqueta da sua mala de viagem.

Na cozinha, amigos e colegas do artista apontam que a especialidade de Prince eram ovos mexidos, mas não comia muito. "Ele costumava cheirar a comida. Literalmente. Nunca vi o Prince a comer realmente", declarou Cat Glover, que trabalhou com ele nas digressões de Sign O' The Times e Lovesexy.

E agora voltando a 2004, lembra-se do solo de Prince no tema dos Beatles "While My Guitar Gently Weeps", interpretado em conjunto com Tom Petty, Steve Winwood e o filho de George Harrison na cerimónia da Rock and Roll Hall of Fame? Nunca foi ensaiado.

MD