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Há álbuns que só vai poder ouvir duas semanas depois de serem editados

Acordo entre a Spotify e a editora Universal privilegia clientes “premium” do serviço de streaming

O mais recente acordo celebrado entre o Spotify e a editora Universal, uma das três "majors" do mercado, terá como consequência a indisponibilidade de alguns álbuns na versão gratuita do serviço nas primeiras duas semanas após a edição dos mesmos.

O Spotify dá, assim, aos artistas da editora a possibilidade de restringir a audição na versão grátis da plataforma, privilegiando dessa forma os clientes premium, ou seja, aqueles que pagam uma mensalidade pelo serviço. Importa notar que, de acordo com a folha de pagamentos do serviço sueco, as remunerações dos artistas divergem consoante a proveniência dos plays, isto é, do plano de subscrição do consumidor: um play no serviço premium é mais bem pago do que a reprodução via modalidade gratuita.

O serviço de streaming sublinha que a escolha ficará a cargo dos próprios artistas, pelo que continuará a existir a hipótese de os seus novos trabalhos serem divulgados, em simultâneo, nas duas versões (gratuita e paga) da plataforma de streaming.

Lucian Grainge, CEO do grupo Universal, justifica este acordo com o facto de, nos tempos que correm, o streaming "representar a maior parte do negócio" da editora.

Contemplando apenas álbuns, na sua versão integral, esta possível restrição não vai afetar a divulgação de novas canções, que continuarão a ser disponibilizados em ambas as versões da plataforma de streaming sem diferimento temporal entre elas.

Este poderá ser o primeiro passo para que, depois da Universal, outras editoras (nomeadamente as majors Warner e Sony) venham a procurar acordos semelhantes.

MD