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“Talkin’ bout my generation”, não era? Vocalista dos The Who defende o Brexit

Roger Daltrey defendeu o Brexit, tal como o fez John Lydon, dos Sex Pistols

Roger Daltrey, vocalista dos The Who, defendeu esta semana a saída do Reino Unido da União Europeia, vulgo Brexit, à semelhança do que havia feito o seu compatriota John Lydon (Sex Pistols).

Para Daltrey, a saída do país da UE "foi a coisa certa a fazer", ele que no ano passado criticou a "corrupção" da União e disse-se "não anti-Europeu, mas contra a maneira como somos governados na Europa".

As declarações do músico foram feitas à NME, na antevisão de um concerto dos The Who no Royal Albert Hall, em Londres, e na mesma semana em que o Reino Unido ativou o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que permite a saída de um estado-membro da União.

"Quando a poeira assentar vai ver-se que [a saída] foi a coisa certa a fazer", disse, explicando: "Para mim, não tem nada a ver com a imigração. Tem a ver com muito mais. Uma maioria neste país sentiu que as suas vozes não estavam a ser escutadas. Teria sido bom chegar a acordo com a Europa, mas eles não o quiseram".

"Estou triste por termos votado como votámos, mas temos de seguir com isto. Este país irá ficar sempre bem, não me preocupo", acrescentou.

O músico foi, ainda, questionado sobre Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos. "Precisa de cortar o cabelo e, como a minha mãe dizia, 'lavar a boca com sabão'".

"Quanto à política, é algo do género: a classe média norte-americana e os Democratas perderam, mas o Trump não ganhou verdadeiramente - porque os Democratas perderam ao colocá-la [Hillary Clinton] como candidata. Até um cão morto a teria vencido", disse.