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Ty Segall: “Prefiro dar a minha música do que ser roubado pelo Spotify”

O músico norte-americano deu a sua opinião sobre plataformas como o Spotify ou a Apple Music

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Ty Segall, cuja longa discografia não se encontra disponível em serviços de streaming como o Spotify ou a Apple Music, tem uma perspetiva muito crítica daquelas plataformas.

"No Spotify e nesses serviços de streaming, não nos pagam nada", disse o músico norte-americano à Esquire. "Para se ganhar algum dinheiro, é preciso ser a Madonna ou assim. É mais fácil ganhar royalties com o YouTube do que com o Spotify. Na Apple Music é a mesma coisa", acrescenta.

"A verdade é que, se estes serviços pagassem melhor, não teria qualquer problema em ter a minha música lá", explica. "Mas não. Eles roubam os artistas. Por isso não quero fazer parte desses serviços".

Ty Segall não tem, porém, grandes reservas em relação à música disponível no YouTube.

"YouTube e essas coisas todas, música de graça - na boa, força. Pessoalmente, prefiro dar a minha música do que ser roubado pelo Spotify. É engraçado, porque as pessoas dizem-me: não tenho dinheiro para comprar o teu disco, pá. Porque é que não está no Spotify? E só me apetece dizer: toma lá o disco de graça, sei lá".

Em janeiro, Ty Segall editou um novo álbum. O trabalho homónimo é o seu nono longa duração em nove anos. Editando pela Drag City, que não tem acordo com as plataformas de streaming, Segall não tem os seus discos naqueles serviços, tal como outros artistas da mesma editora, como Bill Callahan ou Joanna Newsom.

Ty Segall regressa a Portugal em agosto, para atuar no Vodafone Paredes de Coura.