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Paulo Cunha Martins

Banda histórica portuguesa regressa a Paredes de Coura

Os Mão Morta vão tocar o álbum clássico “Mutantes S.21” ao festival minhoto, sabe a BLITZ

Os Mão Morta regressam este ano ao festival Vodafone Paredes de Coura. A banda de Braga, sabe a BLITZ, levará ao anfiteatro minhoto um espetáculo baseado no álbum Mutantes S.21, lançado há 25 anos.

À BLITZ (edição de fevereiro), Adolfo Luxúria Canibal admite que "o 25º aniversário do álbum estava a passar-nos ao lado até surgir uma proposta do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. A nossa reação foi, de imediato, dizer que não – porque toda a gente faz isto".

Contudo, rapidamente a recusa passou a um projeto que "enaltecesse o lado visual" e não passasse apenas por um mero revisitar do disco de "Budapeste", "até porque tem menos de 40 minutos", lembra Adolfo.

"Este álbum foi a nossa despedida do vinil, tinha um lado visual ligado à estética do LP, que é um espaço grande, e por isso pensámos que em vez de olharmos para o disco apenas em termos musicais, o melhor seria trabalhar de novo uma parte gráfica em vídeo-projeção ou videomapping. Porquê fazer fácil quando podemos fazer difícil?", graceja.

Lançado em dezembro de 1992, Mutantes S.21 é o quarto disco dos Mão Morta e um dos seus registos mais emblemáticos. Os títulos das canções fazem referência a nomes de cidades - são disso exemplo "Budapeste (Sempre A Rock & Rollar)", "Amesterdão (Have Big Fun)" ou "Lisboa (Por Entre As Sombras E O Lixo)".

Mão Morta em 1992

Mão Morta em 1992

Isa Dreyer Botelho

"Há 25 anos vivia em Lisboa e era bastante mais cachopo. Os Mão Morta existiam há alguns anos mas estavam ainda numa fase periclitante: o dia de amanhã não existia e era sempre uma luta para que ele acontecesse", contextualiza Adolfo. "O Mutantes S. 21 surge numa época em que estávamos com a nossa existência muito ameaçada. Pela forma como correu, veio libertar-nos desse peso do desconhecido e criar-nos a base de sobrevivência", considera. "Trouxe-nos um alargamento de público e uma implantação no imaginário mais mainstream e», conclui, «possibilitou que tivéssemos mais meios para criarmos uma independência relativamente às pressões a que são sujeitas as bandas que estão à procura do seu caminho".