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O dia em que os Rolling Stones quase acabavam

A banda britânica esteve perto do fim em 1977, após Keith Richards ser acusado de tráfico de droga

Os Rolling Stones são, hoje em dia, uma das bandas rock mais duradouras de sempre. No entanto, a sua longa carreira poderia ter chegado ao fim em 1977, mais concretamente a 27 de fevereiro.

Foi este o dia em que o guitarrista Keith Richards, que à altura andava com a banda em digressão pelo Canadá, foi detido e acusado pelas autoridades de tráfico de droga, após transportar uma onça (cerca de 0.028kg) de heroína na sua mala, a partir do Reino Unido.

Os problemas legais do músico começaram logo à saída do avião, com as autoridades canadianas a esperá-lo no aeroporto, tendo-o revistado e à sua companheira da altura, Anita Pallenberg. Esta foi detida imediatamente, após ser descoberta uma colher no seu bolso, usada para "cozer" a heroína durante a viagem.

Tendo seguido viagem para o seu hotel, Richards passou a ser vigiado por polícias à paisana, disfarçados de empregados, que prenderam finalmente o guitarrista após descobrirem a onça em questão.

Acusado de posse de droga, com o intuito de a traficar - já que a quantidade de heroína que tinha consigo era considerada demasiado elevada para "uso pessoal" -, Richards viu-se a braços com uma possível condenação a prisão perpétua.

Imediatamente após a acusação, Richards deu entrada numa clínica de reabilitação, para que os advogados da banda pudessem alegar, em tribunal, que o músico estava (pelo menos) a tentar livrar-se do vício - e que, por isso, tal deveria pesar na decisão final do juiz.

Um truque que resultou; Richards deu-se como culpado de posse de droga, mas não de tráfico; e foi condenado a um ano de pena suspensa e a dar um concerto gratuito em Toronto, no espaço de seis meses.