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Primeiro álbum dos Doors saiu há 50 anos. Recorde-o aqui

O álbum que contém "Light My Fire" e "Break On Through (To The Other Side)" foi editado a 4 de janeiro de 1967

Passam-se hoje 50 anos desde o lançamento do álbum de estreia dos Doors, o mesmo que os catapultou definitivamente para a fama. Foi a 4 de janeiro de 1967 que The Doors chegou até aos ouvidos de uma geração que, então, começava a encontrar no chamado rock psicadélico o seu sustento.

Gravado nos estúdios Sunset Sound, em Hollywood, na Califórnia, o álbum teve sucesso também a nível comercial. Vendeu mais de 20 milhões de cópias e, posteriormente, encontrou o seu lugar no "corredor da fama" dos Grammys, juntamente com um dos seus singles - porventura aquela que é a canção mais popular dos Doors, "Light My Fire".

Depois de uma má experiência com a Columbia, que não conseguiu arranjar um produtor para o álbum, os Doors - depois de uma temporada a tocar ao vivo em clubes de Los Angeles, como o célebre Whisky a Go Go - acabariam por assinar com a Elektra, que editaria o disco. O sucesso não foi imediato, mas em crescendo; por alturas do mês de setembro, já se encontrava no segundo lugar do top da Billboard.

Para tal em muito contribuiu "Light My Fire", claro, mas também "Break On Through (To The Other Side)" e ainda "The End", composição de 11 minutos para sempre imortalizada por Francis Ford Coppola em Apocalypse Now. Em 1969, Jim Morrison referiu-se a ela como uma "canção de despedida - provavelmente a uma amante ou a algum tipo de infância", reconhecendo no entanto a sua "complexidade" e "universalidade".

Para além de vários temas originais, The Doors contém ainda suas versões: "Alabama Song", tema composto pelo dramaturgo Bertolt Brecht e por Kurt Weill em 1927, e "Back Door Man", um tema blues da autoria de Willie Dixon, originalmente gravado por Howlin' Wolf.

50 anos depois, o álbum de estreia dos Doors continua a ser muito acarinhado não só pelos fãs como também pela crítica, tendo sido considerado pela revista Rolling Stone, em 2012, como o 42º melhor álbum da história - já depois de o ter considerado como o melhor álbum de 1967. Revisite-o aqui: