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Björk escreve carta aberta contra o “jornalismo sexista”

A cantora islandesa voltou a acusar os media musicais de sexismo

Após ter feito um DJ set no festival norte-americano Day For Night, que decorreu no passado fim de semana em Houston, no Texas, Björk voltou a criticar o jornalismo musical de sexismo.

A cantora islandesa partilhou uma longa carta aos jornalistas através das redes sociais, após alguns terem criticado a cantora por não ter "atuado" e se ter "escondido" atrás de uma mesa de mistura.

"Às mulheres, na música, é permitido cantar sobre os seus namorados. Se a temática passar a ser átomos, galáxias, ativismo, ou qualquer outra coisa que não entes queridos, são criticadas", escreveu, acrescentando: "Os jornalistas acham que fica a faltar qualquer coisa, como se só soubessemos falar emo".

A cantora expressou ainda a sua opinião de que os seus últimos álbuns, Volta (2007) e Biophilia (2011), não foram tão bem recebidos quanto Vulnicura (2015) porque não abordavam questões tipicamente femininas como a perda e o amor.

"Os homens podem pular de tema em tema, fazer ficção científica, peças históricas, ter humor, mas as mulheres não. Se não cortarmos o peito e sangrarmos sobre os homens e as crianças nas nossas vidas, estamos a enganar o público", explicou.

Leia aqui o texto completo: