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Como era ser um Guns N’ Roses nos anos 90? O baterista Matt Sorum explica

O músico falou do quão "perigosos" foram os seus dias nos Guns N' Roses

O baterista Matt Sorum falou, recentemente, sobre o período em que fez parte dos Guns N' Roses, nos anos 90.

À conversa com o jornalista Mitch Lafon, do podcast Talking Metal Digital, Sorum falou do quão "perigosos" foram esses tempos: "Nunca sabíamos o que ia acontecer, não havia qualquer tipo de estabilidade", revelou.

A explicação para a qualidade da banda, especialmente nos seus concertos, está também aí, para Sorum. "A banda estava num estado de agressividade permanente. Quando subíamos ao palco, libertávamos a nossa raiva nos nossos instrumentos, o que tornava os concertos lendários".

O músico falou ainda da sua entrada na banda, em 1990, como substituto de Steven Adler. "Foi tudo muito diferente daquilo que eu estava à espera. Pensava que ia entrar para uma banda de rock direto, uma mistura entre AC/DC e Aerosmith com Sex Pistols e Nazareth. Depois vieram os pianos e aqueles épicos de 10 minutos, surpreendeu-me", explicou.

Ao contrário do que os fãs possam pensar, o líder da banda naqueles tempos não era Axl Rose, mas sim o guitarrista, Slash. "Ele tinha uma ética de trabalho enorme. O Axl era o frontman, o tipo que controlava o que iria acontecer numa determinada noite. [Mas] tínhamos todos carta branca, o que acontecia era muito natural".

O baterista foi instado a comentar a nova reunião dos Guns N' Roses, que voltou a juntar Axl Rose a Slash e Duff McKagan. "É bom para eles, mas também era bom quando eu lá estava - possivelmente melhor", disse. "Eles agora estão a ir para o palco a horas. Os tempos mudam, não é?".