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Legendary Tigerman: dias e noites no deserto Mojave. Parte II (Memorabilia rock)

Novo disco de Legendary Tigerman está a ser gravado no mítico estúdio Racho de La Luna, cravado no deserto da Califórnia. E Hugo Franco, jornalista do Expresso, está lá a acompanhar tudo, nos bastidores. Notas do segundo dia em Joshua Tree

Depois de um primeiro dia atribulado, entre uma viagem de avião de 9 mil quilómetros (Lisboa-Paris-Los Angeles) e outra de carro (Los Angeles-Joshua Tree) com filas em todas as autoestradas, o segundofoi mais sedentário e quase todo passado no interior do Rancho de La Luna.

Qualquer pessoa com os mínimos olímpicos na modalidade do rock n' roll não se importaria de passar uns dias na propriedade de David Catching, músico dos Eagles of Death Metal que também colabora com bandas como os Queens of the Stone Age (também conhecidos por QOTSA).

Enquanto os portugueses Legendary Tigerman - banda de Paulo Furtado e dos seus amigos Paulo Segadães e João Cabrita - estão concentrados no estúdio a gravar o sucessor de 'True' (de 2014), é impossível não fazer um traveling pela memorabilia rock, presente nas paredes, prateleiras e até na porta do frigorífico.

Logo à entrada salta à vista o disco de ouro de Songs For The Deaf, o terceiro álbum de estúdio dos QOTSA, amigos de longa data da casa, tendo ali gravado várias músicas da já extensa carreira.

David Catching, homem de sorriso fácil e barba branca, tem nas estantes livros de todas as bandas de rock que possamos imaginar: Rolling Stones, Beatles, Queen, Willie Nelson e até um sobre o krautrock alemão. Os DVD com concertos e documentários são ainda mais heterogéneos e vão de Led Zeppelin, Judas Priest, Jimi Hendrix, AD/DC, The Clash até Duke Ellington, Nat King Cole e claro, Elvis.

E não faltam dedicatórias assinadas por artistas como Lemmy, dos Motorhead, ou de Dick Dale, famoso guitarrista do chamado surf rock. Mas há mais, muito mais...