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Quando os Guns N' Roses eram a banda mais perigosa do mundo

Drogas, violência e um rock que o mundo nunca tinha ouvido. Em 1992, lutavam com Metallica e Nirvana pelo estatuto de maior banda do mundo. Que eram a mais temerária ninguém duvidava e poucos acreditavam que sobreviveriam a uma digressão interminável. Numa altura em que é anunciado concerto entre nós, a 2 de junho de 2017, revivemos uma história de loucos que teve um pitoresco capítulo português

A culpa foi de Mike Patton. Do palco no Estádio de Alvalade, o imprevisível vocalista dos Faith No More decidiu que a meio do concerto podia ser divertido desafiar o público a arremessar garrafas. Conseguiria desviar-se? Patton não só conseguiu, como - diziam muitos no dia seguinte - foi mesmo da sua banda o melhor concerto da noite. O pior estava para vir. Com estatuto de cabeças de cartaz, os mais aguardados da noite, os Guns N' Roses haveriam de chegar com uma hora de atraso. Uma falha de profissionalismo terão dito uns, uma sorte terão dito os que conheciam a história da digressão que, em Junho de 1992, trouxe Axl, Slash e companhia pela primeira vez a Portugal. Em Alvalade, pelo menos apareceram e até pareciam em condições de tocar, mas com o palco molhado e depois de também ter sido brindado com algumas garrafas, Axl caiu a meio de «It's So Easy». Nesse momento, tudo poderia ter corrido mal. Axl poderia ter saído de palco ou cancelado o concerto, mas nessa noite, mesmo deitado no chão, apetecia-lhe cantar. Completada a música, ofendeu o público, ameaçou ficar deitado toda a noite, mas não desistiu. Sempre deitado, indiferente às correrias de Slash pelo mesmo palco armadilhado, cantou «Mr. Brownstone» e «Live and Let Die» para só depois se levantar e ... abandonar o palco. Depois, foi a vez da organização avisar que se as garrafas não parassem de chover os Guns N' Roses se iriam embora. Nem por isso, as garrafas pararam, nem por isso, estranhamente, Axl deixou de voltar ao palco um quarto de hora depois.

Em 1992, os Guns N' Roses poderiam ter o estatuto de maior banda do mundo ameaçado - os Nirvana já tinham lançado Nevermind e os Metallica tinham o álbum preto - mas eram, seguramente, a mais perigosa. Depois do sucesso na estreia com Appetite for Destruction (1987) e de Lies (1988), a 17 de setembro de 1991 tinham lançado dois discos duplos, Use Your Illusion I e II, e saltado de divisão. Entre os trinta originais, ao rock cru e tão agressivo como polémico, tinham conseguido juntar baladas grandiosas e ainda estreavam um novo baterista Matt Sorum, ex-Cult, no lugar de Steven Adler. A troca poderia ter sido apenas isso, uma troca, mas era um sinal que no reino dos Guns N' Roses algo de negro se preparava para acontecer. Adler tinha mergulhado mais fundo que Slash e que o baixista Duff McKagan no vício. Duff tinha escolhido o álcool e a vodca como bebida de eleição, Slash vivia de um cocktail explosivo de Jack Daniel's, heroína e cocaína, mas ambos tinham ido para estúdio em condições para gravar o disco.

Então com 25 anos, Adler já tinha tido um enfarte devido ao consumo excessivo de cocaína, mas o consumo de drogas era quase um requisito entre a banda e a história nem era inédita. Anos antes, em Los Angeles, já Slash tinha conseguido um feito quase semelhante depois de uma noite de farra, regada a Jack Daniel's, e atestada tanto de cocaína como de heroína, no regresso ao hotel e na companhia de Duff, «apagou» na entrada do elevador. «Recebi uma chamada no quarto às 5 e meia da manhã: "senhor Reese, um dos membros da sua banda está desmaiado no elevador no sexto andar". Vesti umas calças, sai a correr e o Slash estava morto, azul. Quando apareceram os paramédicos, levou logo com adrenalina no coração», contou ao VH1 John Reese, o tour manager da banda. Para a história, ficaram os oito minutos em que Slash não respirou e a certeza de que a banda não duraria muito. Adler não foi despedido por estar agarrado a drogas, mas antes por ter um problema que Slash nunca teve de enfrentar - em estúdio, foi incapaz de acompanhar os companheiros de banda na gravação de «Civil War», a música de abertura do segundo Use Your Illusion. Uma falha imperdoável numa altura em que Axl, fechado no seu mundo, já controlava tudo. «A verdade é que ninguém tinha sequer acabado o liceu, quanto mais saber de Psicologia. Nenhum de nós sabia como comunicar com ele. Seria mais fácil quando conseguias falar com ele num sítio sossegado, no espaço dele e com as suas regras - aí dava para resolver algumas coisas. Era a única abordagem possível, qualquer outra não seria produtiva», afirma Slash na autobiografia.

Appetite for Destruction estava a caminho de se tornar no disco de estreia mais vendido da história com mais de 30 milhões de cópias e Lies, gravado numa única sessão de estúdio, com a preciosa ajuda do single («Patience»), em fevereiro de 89, haveria de se lhe juntar no top 5 norte-americano numa altura em que a banda teve de parar. O intervalo revelar-seia trágico. Com a desocupação, o consumo de droga disparou, Axl desapareceu e as polémicas começaram. No disco, está «One in a Million», o tema em que Axl pede a «polícias e pretos [niggers]», «isso mesmo», para lhe saírem da frente porque precisa de «paz de espírito». Sobre «emigrantes e bichas [faggots]» canta que «não fazem sentido» e que «chegam ao nosso país e pensam que podem fazer como querem / começar um pequeno Irão ou espalhar uma doença qualquer». Filho de uma negra, Slash deixou as críticas na sala de ensaios: «quando o Axl apareceu com a canção e cheio de vontade de gravá-la, disse-lhe que não gostava muito dela ... Não me arrependo de ter feito a "One In a Million", mas lamento o que tivemos de passar por sua causa e a forma como a pessoas ficaram a olhar para nós», contou à Rolling Stone.

A polémica estava instalada. Sobre a palavra niggers, Axl explicou que não a usara pela cor na canção também dispara sobre «radicais e racistas». Sobre os homossexuais, Axl defendeu-se com experiências traumáticas que vivera terá sido abusado em criança e tratou de provar o contrário em palco. Indiferentes ao apelo de boicote de várias associações de defesa dos direitos dos homossexuais, a 20 de abril de 1992 os Guns subiriam ao palco de Wembley para com os maiores do rock e da pop homenagear Freddie Mercury. Juntos, tocaram «Paradise City» e «Knockin' On Heavens Door», e Axl ainda regressou ao palco para cantar «Bohemian Rhapsody» em dueto com Elton John. «Nós tínhamos crescido com os Queen. No começo, eram uma das bandas de que mais gostávamos. Quando nos convidaram para tocar, agarrámos a oportunidade. Tínhamos os ativistas gays contra nós, mas decidimos ir na mesma», contou Slash à Classic Rock. Afinal, há muito que se tinham habituado a trabalhar em ambientes tensos.

Em agosto de 1988, no festival Monsters of Rock, em Donington (Inglaterra), dois fãs tinham morrido esmagados durante o concerto dos Guns e no seio da banda o ambiente estava longe de ser descontraído. No regresso da pausa, no primeiro dos quatro concertos em que abriram para os Rolling Stones, em Los Angeles, Axl aproveitou o palco para mandar um recado - durante «Mr. Brownstone», avisou o público que havia na banda quem andasse a brincar com heroína e que isso seria o fim dos Guns N' Roses. «Era para mim, que estava completamente agarrado. Mesmo que não me tivesse apercebido, odiei-o por isso e nunca o perdoei», assumiu Slash à Classic Rock. Em estúdio, o ambiente não era melhor. Ao contrário do que acontecera em Lies, em que os Guns até gravaram tudo na mesma sala, durante a gravação de Use Your Illusion pouco se viram. Cada um aparecia à sua hora, poucos vislumbravam Axl Rose e os acertos às músicas eram feitos, entre o vocalista e Slash, em longas conversas ao telefone. «É a versão dos Guns N' Roses do White Album [dos Beatles], só não é tão bom», comentou Slash no programa Behind the Music, do VH1. Antes do arranque da digressão, a paranoia de Axl subiu de tom: a todos os frequentadores do backstage, músicos, roadies ou outros, seriam distribuídos contratos de confidencialidade e os companheiros de banda não teriam melhor sorte. Slash, Izzy e Duff receberam um ultimato ou cediam os direitos sobre o nome da banda a Axl ou tudo acabava ali. Assinaram.

UMA DIGRESSÃO INTERMINÁVEL

O palco tinha sido planeado ao longo de oito meses. Com cinquenta metros de comprimento, a montagem envolvia 60 pessoas a trabalhar durante quatro dias, eram onze os camiões que transportavam as 75 toneladas de equipamento, 900 as luzes, 60 os microfones em palco, 7 as toneladas de instrumentos, 250 mil watts de potência de som e, em palco, em vez do habitual quinteto, seriam doze os músicos. Não faltava piano, secção de metais, coro ou sequer harmónica. Também não faltariam acidentes.

Orgulhosamente a funcionar sem setlist, a música de arranque era definida poucos minutos antes da subida a palco, a hora de começo era definida pelo humor de Axl - meia hora um bom atraso, uma hora nada de extraordinário, duas não seria inédito e mais que isso o melhor era ir para casa e, mesmo depois de estarem em palco, as garantias eram poucas. Diariamente a consumir mais de dois litros, respetivamente, de vodca e Jack Daniel's, Duff normalmente mal conseguia falar, e em palco desmaiou mais que uma vez. Por sua vez, Slash - que precisava de ajuda para conseguir posar para as sessões fotográficas de guitarra em riste - falhou mais que um solo (são vários os falhanços imortalizados no YouTube) e, mesmo assim, Axl Rose conseguiu o estatuto de mais descontrolado. «Nunca se sabia se de um momento para o outro o concerto ia parar por uma overdose de drogas, um motim ou por uma implosão qualquer. Mas também não sabias se esse seria o dia em que verias a melhor atuação musical de todos os tempos», recordou no VH1 John Reese. E se de falhar notas nunca ninguém o acusou, foi mesmo Axl quem levou ao cancelamento da maioria dos concertos. Logo a 2 de julho de 1991, no Anfiteatro Riverport, em St. Louis (Estados Unidos), o caso tornou-se de polícia. À 15ª música do set, «Rocket Queen», Axl viu no público um fã de câmara em riste. A meio da música, começou por apontar, depois gritou para que a segurança o apanhasse e, quase imediatamente, saltou para a plateia. No público, socou o fotógrafo e mais um grupo de espectadores até que a segurança o puxou para o palco, mas os ânimos já não serenaram. «Saltei do palco. Achei que poderia ter resolvido a coisa da melhor maneira, mas ninguém estava a tomar conta de nada, por isso tentei fazer as coisas à minha maneira», assumiu à época Axl.

Slash também recordou o momento: «foi das coisas mais assustadoras que vi. Em minutos ficou tudo destruído e quando passei para os camarins havia gente ensanguentada, em macas ...». No final, além de 50 feridos, a banda teve de fugir para outro estado a fim de evitar que as acusações de agressão que, inevitavelmente, cairiam sobre Axl levassem ao cancelamento da digressão. «Chamei o motorista meti-os no carro e fomos imediatamente para Chicago. Tinha a maior banda do mundo escondida no banco de trás», contou o manager. «Foi um desastre para toda a gente e para a cidade. Os Guns N' Roses foram banidos para sempre de St. Louis», diz Slash. E o rock continuou a subir de tom. Na noite que fechou a primeira leva de concertos da digressão pelos Estados Unidos, no Compton Terrace (Arizona) e na companhia dos Soundgarden, a festa começou em palco quando Slash, Matt e Duff invadiram o palco munidos de bonecas insufláveis e pouca roupa. «[Os Soundgarden] vinham de um meio onde o rock não é motivo de divertimento e ficaram mortificados. Olharam à volta e ali estávamos nós, a saltar para cima das bonecas. Eu estava bêbado, caí, perdi a boneca e nessa altura já estava completamente nu. Foi uma cena», recordou Slash.

Axl Rose no início dos anos 90

Axl Rose no início dos anos 90

UM HOMEM SÓ

Mas enquanto uns viviam em festa permanente, Axl escondia-se cada vez mais num universo paralelo. Controlador obsessivo, fora de palco poucos o viam e só a numerosa entourage de que permanentemente faziam parte dois médicos e dois assistentes pessoais se fazia notar. Com a lenda a garantir que até tupperwares de cocaína faziam parte do equipamento de estrada da banda, foi Izzy Stradlin quem também perdeu a caravana. Instável, dado a desaparecimentos e incapaz de partilhar a viagem com os companheiros de banda, foi substituído por Gilby Clarke. O rock não abrandaria e os perigos também não. Em Slane, na Irlanda, brilharam. Chegaram em três helicópteros dois para a banda e outro para Axl - tiveram direito a uma comissão de boas vindas de 800 polícias - e dos U2, por ali na digressão de Zooropa - receberam uísque e as tradicionais Guiness, e Axl até passou horas à conversa com Bono mas não acabaria por conseguiu concluir o concerto sem ter um ataque de fúria com o piano. Meses depois, em Viena, o alvo já foi o público e a arma escolhida a palavra. «Será que, em pequeno, o Hitler cantava isto para ele próprio?», questionou antes de «Live and Let Die». Seguiu-se Roterdão onde a provocação foi mesmo para a polícia. Mesmo depois de ter arrancado atrasado, Axl não gostou de ser confrontado com a obrigação de encerrar o concerto antes do tempo previsto e, indiferente a ter sido o causador do arrastar da hora, a reação não foi a mais responsável. «Vocês têm direito ao concerto completo, pagaram para isso. Se eles desligarem a luz, fiquem à vontade, são meus convidados, façam o que quiserem», disse para o público. Naturalmente, as autoridades mantiveram a energia ligada.

Se em palco os descontrolos eram frequentes, nos bastidores o cenário não melhorava. Para memória futura, ficou a passagem em Estugarda quando, com quase uma hora de atraso sobre a hora marcada para o começo do concerto, Axl Rose decidiu que queria que a última música a tocar antes da entrada em palco fosse dos NWA, o quarteto de hip-hop norte-americano. Sem o disco disponível, mandou um carro buscar um exemplar para, depois de mais uma hora de espera, mudar de opinião e entrar com a versão de «My Way» cantada por Sid Vicious.

Vindo de uma noite falhada em Madrid, Axl aterrou em Lisboa às sete da tarde quando deveria tocar uma hora depois. O atraso, o tropeção e a ameaça de cancelamento não passaram de sustos. Ao fim de vinte cidades visitadas por treze países, os Guns N' Roses até completaram o espetáculo e Axl, que tal como Patton conseguiu evitar todas as garrafas que foram voando, até se despediu, ao som de Paradise City, com rosas na mão. Nessa altura, na última noite passada na Europa, ninguém se apercebeu da sorte que, em palco e fora dele, tinha tido. No calendário da banda continuavam a sobrar datas reservadas e um número incontável de milhas aéreas para percorrer. O tropeção em Portugal ficaria ainda mais longe de merecer qualquer referência entre os melhores percalços da banda.

Em casa, para a América do Norte o plano era ainda mais ambicioso. Mais pesados e mais afastados do mainstream, também os Metallica aproveitavam a onda gerada pelo álbum homónimo para gozar o ponto mais alto da carreira. A ideia de juntar as duas bandas de peso mais populares do mundo parecia óbvia, a oportunidade dourada para a digressão mais pesada da história. Pouco dados a atrasos, James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Jason Newsted escolheram abrir a noites, deixando para os Guns N' Roses a responsabilidade de garantir um bom final de festa. E o desastre voltou a acontecer. A noite de 8 de agosto, no Estádio Olímpico de Montreal (Canadá), ficaria tragicamente para a história. Durante «Fade to Black», James Hettfield deixou-se apanhar por um dos efeitos pirotécnicos do palco, acabando com queimaduras de segundo e terceiro graus no braço esquerdo. Com o vocalista imediatamente transportado para o hospital e com o público à espera de rock, a palavra passou para o lado dos Guns N' Roses. «Para aumentar o drama, o Axl disse ao promotor que estava com a garganta esgotada e que os Guns N' Roses não iriam poder atuar. Foi feito o anúncio do fim prematuro da noite, mas os fãs criaram um motim e causaram milhares de dólares de estragos», lê-se em Justice for All, The Truth about Metallica, de Joel McIver.

Mesmo a funcionar indiferente à realidade e pouco dado a entrevistas, foi ainda durante a interminável digressão que Axl assumiu o problema. Em Houston, ao fim de mais de quinze meses na estrada, sentou-se com a MTV para anunciar melhoras. «No ano passado, fiz um grande trabalho emocional.

Estava a descobrir coisas que tinha no subconsciente e tornou-se muito difícil atuar. Saia do palco e tinha de ficar a falar ao telefone quatro a cinco horas. Foi preciso mais de um ano para ter as coisas controladas», reconheceu o vocalista que agora, finalmente, se dizia «bem-disposto ». Sobre os motins no Canadá? «Estava a ser obrigado a cantar por cima de milhares de watts e estava a estragar a voz», justificou. Sobre o público? «Alguns percebem, outros querem o que querem e não lhes interessa se há algum problema. Em Montreal, a multidão não gostou nada, não se preocupou com o que nos tinha acontecido». Mas a história haveria de provar que a boa disposição de Axl seria bem efémera.

Pela América do Sul, os atrasos e os ataques de fúria tornaram-se de tal forma uma constante que à banda foi acrescentada uma tradutora para que Axl tivesse a certeza de que, em espanhol, o público o entendia na perfeição. Não foi isso que impediu que fossem arremessadas garrafas para o palco em mais que uma noite. No final, visitados 27 países em 28 meses, com 128 concertos para sete milhões de espetadores, a despedida, a 17 de julho de 1993, deuse perante 90 mil fãs em Buenos Aires, na Argentina. Fora da estrada, os Guns ainda editariam um disco de versões The Spaghetti Incident e ainda voltariam, no início de 1994, a estúdio para tentar um novo disco de originais. Um esforço inglório. «Quando me perguntam porque saí dos Guns N' Roses, lembro-me de três motivos: o facto de nessa digressão nunca termos tocado a horas, os concertos cancelados sem motivo algum e o maldito contrato a ceder o nome ao Axl. Isso foi uma grande chapada», contou Slash que em outubro de 1996 anunciou a saída da banda. Axl Rose só em 2002, com o velho nome mas sem nenhum dos parceiros principais, voltou a dar sinal de vida com o anúncio de uma nova digressão e de um álbum que só veria a luz do dia em 2008.

Sem Slash, Axl durou 15 concertos e voltou a cancelar outra dúzia. Sem Axl, Slash juntou os velhos colegas para gravar como Slash's Snakepit, com os Velvet Revolver e ainda registou três álbuns em nome próprio. Mas nenhum chegou perto da magia de outrora. Nice boys don't play rock n'roll.

Texto: Filipe Garcia

Originalmente publicado na BLITZ de março de 2016