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Metallica contam histórias de fãs improváveis: de enfermeiros a Bruce Springsteen

A banda deu uma entrevista à rádio SiriusXM, em Nova Iorque, durante a qual falou também do seu próximo álbum

A pouco menos de dois meses de editarem o seu décimo álbum de estúdio, Hardwired... to Self-Destruct, os Metallica abriram o livro e falaram de um pouco de tudo - do planeamento do disco, dos pedidos mais bizarros dos fãs e até de Lou Reed.

Durante uma entrevista à rádio norte-americana SiriusXM, os Metallica abordaram igualmente várias perguntas feitas pelos fãs presentes na audiência. Fãs esses que, por vezes, não têm limites - como a enfermeira que pediu um autógrafo a James Hetfield, a meio de uma operação ao filho do vocalista.

Mas até nem será esse o caso mais bizarro; conta Kirk Hammett que, por altura do lançamento de Metallica (também conhecido como "o álbum preto"), teve um encontro estranho com outra grande estrela rock. "Estava a experimentar roupa numa loja e vejo alguém chegar-se ao pé de mim. Ouvi-o perguntar: 'como estás, Kirk?'. Viro a cabeça e era o Bruce Springsteen. E o mais estranho era que ele sabia o meu nome", contou o guitarrista.

De uma estrela rock para várias, Lars Ulrich lembrou um concerto em Munique em que pôde conviver com a sua banda preferida da adolescência, os Deep Purple. "Estava bastante excitado por poder estar com eles nos bastidores e beber uma cerveja. Quando chego ao camarim vejo uma nota do Ian Gillan: 'vocês foram incríveis, [mas] já passa da nossa hora de dormir'. Eram 22h45..."

Apesar das críticas a Lulu, de 2011, os Metallica garantem ter aprendido bastante com Lou Reed: a força de um verso, por exemplo. Ainda assim, não existem quaisquer planos para fazer um disco a meias com outro artista. "Não tenho outra aspiração que não a de tocar com [os Metallica]", afirmou Ulrich.

Para já, o futuro é Hardwired... To Self-Destruct, disco que sairá a 18 de novembro. E, revelaram, um dos temas é dedicado a Lemmy Kilmister: "Murder One". "Os Motörhead tiveram muita influência no facto dos Metallica estarem aqui hoje", afirmou James Hetfield, acrescentando: "o Lemmy foi quase como um pai, ajudou-nos imenso. E viveu como queria até ao último suspiro. Como é que alguém não se sente inspirado por isso?", questionou.