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“Nevermind”, dos Nirvana, faz 25 anos. Kim Gordon, dos Sonic Youth, recorda-o

O álbum que catapultou os Nirvana para a fama foi editado a 24 de setembro de 1991

Nevermind foi o álbum que mudou tudo, nos anos 90, permitindo ao chamado "rock alternativo" encontrar o seu espaço não só nos gostos musicais de milhões de jovens por todo o mundo mas também nas tabelas de vendas, levando as editoras a apostar em grande escala neste novo som - quase como que um novo punk rock.

Esse mesmo espírito punk ficou bem documentado no documentário de 1991 que junta os Nirvana aos Sonic Youth, 1991: The Year Punk Broke, filme que mostra a digressão europeia dos segundos, lado a lado com a banda de Seattle. Um tempo que Kim Gordon, ex-baixista dos Sonic Youth, recorda com saudade.

"Eles eram incríveis. Foi bastante divertido, porque não havia muita gente que soubesse quem eles eram, e eles tocavam primeiro", recordou, em declarações à Entertainment Weekly. "É difícil tocar de dia e ser a primeira banda, mas em todos esses concertos eles enlouqueciam - e o Kurt descia para junto do público".

A artista falou, ainda, do impacto de Nevermind. "[O seu sucesso] Não foi surpreendente, mas o mainstream parecia tão impenetrável", afirmou. "Os Nirvana eram uma banda mais comercial. O Perry Farrell [dos Jane's Addiction] provou que existia um mercado para música 'alternativa'. E isso ajudou-os", comentou ainda, referindo-se à criação do festival de música Lollapalooza, por onde passaram (e passam) muitas das bandas denominadas "alternativas".

Gordon revelou também que não consegue ouvir os Nirvana sem se entristecer, mas garante que ainda gosta de o fazer. "Tenho um CD com várias canções que o Bill [Nace, dos Body/Head] me fez. E há lá uma canção dos Nirvana. Que é sempre boa de se ouvir", disse.