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Billie Joe Armstrong, dos Green Day, e Chino Moreno, dos Deftones, falam abertamente sobre os seus problemas com as drogas

Os dois vocalistas "abriram o livro" e falaram do seu historial com as drogas

Billie Joe Armstrong, dos Green Day, e Chino Moreno, dos Deftones, falaram recentemente dos seus problemas com drogas, num ano em que tanto um como o outro voltaram a lançar discos com a sua banda de sempre.

O vocalista da banda punk norte-americana entrou para uma clínica de reabilitação em 2012, após uma muito badalada crise durante um concerto no IHeartRadio Festival. "Quando estás a perder o juízo, não sabes que estás a perder o juízo", afirmou à revista Q.

"Pensava que a minha vida era completamente normal. E não era. Estava viciado em drogas! E as pessoas não agem de forma racional quando assim é", disse ainda, justificando desta forma o seu tratamento. O músico admitiu ainda que, também derivado desse seu problema com as drogas, a trilogia ¡Uno!, ¡Dos! e ¡Tré!, lançada esse ano pelos Green Day, "não faz qualquer sentido".

Chino Moreno segue o mesmo diapasão, admitindo ter tido "um enorme problema" com as drogas, bem como a restante banda, a partir do álbum que os colocou definitivamente no estrelato, White Pony.

A droga de eleição dos Deftones era, à altura, a cocaína. "Por algum motivo, todos a tomávamos em casa", contou. "Não era só na estrada. E quando a começas a tomar também em casa, isso é uma situação em que ninguém ganha".

Moreno afirma que foi a mudança para Los Angeles que o fez mudar o rumo à sua vida. "Tive um momento de clareza e pensei: que raio estou a fazer?", revelou, afirmando igualmente que teve "sorte" por não ter de ir para uma clínica de reabilitação. "Tomei a decisão de não voltar a ser esse cliché [rock]. Não foi difícil. Tudo começou a melhorar e provou que era [a droga] que estava a provocar [essa situação negativa]", contou.