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Tidal veio para fazer frente ao Spotify, mas está a perder milhões

Serviço detido por Jay-Z não está a conseguir competir com os seus adversários mais diretos

O Tidal, plataforma de streaming adquirida por Jay-Z, pretendia competir diretamente com os gigantes Spotify e Apple Music, mas os resultados são desanimadores - adjectivando-o de forma simpática.

No ano passado, a empresa perdeu algo como 25 milhões de euros, mais dez milhões que em 2014, quando o Tidal ainda pertencia à escandinava Aspiro.

Nem o facto de deter exclusivos de artistas como Kanye West e Beyoncé tem ajudado a plataforma. De momento, existem à volta de 4 milhões de subscritores do serviço, de acordo com dados revelados pelo próprio Tidal - um número que subiu exponencialmente desde a aquisição da empresa por Jay-Z, mas ainda muito insuficiente para poder competir com os 17 milhões da Apple Music e os 30 milhões do Spotify.

Os dados recentemente revelados mostram também que o Tidal está a ter dificuldades em pagar às editoras dos artistas que engloba, devendo cerca de 393 mil euros a cem editoras diferentes. Em jeito de comparação, o Spotify também teve perdas significativas durante o mesmo período - mas conseguiu aumentar os seus lucros para valores na ordem dos 2600 milhões de euros, o que lhe permite uma maior estabilidade. A falta de financiamento do Tidal para 2016 poderá, a curto prazo, determinar o fim da plataforma.