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Pearl Jam em 1991

“Ten”, dos Pearl Jam, completa hoje 25 anos. Aqui estão 10 coisas que não sabia sobre o álbum

Foi a 27 de agosto de 1991 que os Pearl Jam lançaram o seu álbum de estreia

Cumprem-se hoje precisamente 25 anos desde que os Pearl Jam editaram Ten, o seu álbum de estreia, que não só os elevou ao estatuto de estrelas de cena grunge mas que, tal como Nevermind, dos Nirvana, ajudou a popularizar o chamado rock alternativo.

Um quarto de século depois, e após dez discos, são ainda vários os segredos que o rodeiam. O primeiro passa pelo quão barato foi gravá-lo; após os "desvarios" dos Mother Love Bone, que findaram a sua atividade com a morte do vocalista Andrew Wood, os Pearl Jam dedicaram-se a trabalhar com um grau maior de afinco.

O baixista Jeff Ament relembrou, recentemente, à revista Classic Rock que Ten custou "apenas" 25 mil dólares (cerca de 22 mil e 300 euros) a ser gravado e o triplo disso a ser misturado - "ainda assim, um terço do que gastámos com o disco dos Mother Love Bone", afirma.

Outra das curiosidades prende-se com "Alive"; a gravação presente no disco é, na verdade, uma maqueta que os Pearl Jam haviam gravado em janeiro de 1991, e cujo poderio não conseguiram reproduzir para o álbum - pelo que decidiram manter a versão original, adicionando-lhe, apenas, um curto solo de guitarra de Mike McCready. Solo esse que foi inspirado por Ace Frehley, dos Kiss...

É pela voz e pelas letras de Eddie Vedder que passa muito do charme rock que rodeia a música dos Pearl Jam, letras essas que eram inspiradas por tudo quanto rodeava (e ainda rodeia) o vocalista. Como "Oceans", cujos versos foram concebidos após Vedder ter ficado impedido de aceder à sala de ensaios da banda devido a chuvas intensas.

À Seattle Sound, o músico recordou, em 2009, a história em torno desse tema: "Alguém me pediu para ir colocar mais umas moedas no parquímetro. Quando voltei, a porta estava trancada. Tudo o que conseguia ouvir era o baixo. Sempre que os ouvia parar [de ensaiar] batia à porta, tentando fugir à chuva; e enquanto isso não acontecia, pensava 'que se lixe, mas vale escrever algo'". Não é essa a única curiosidade em torno de "Oceans"; alguns objetos invulgares, como um moedor de pimenta e um extintor foram utilizados como percussão.

De "Oceans" para "Even Flow", uma das canções mais conhecidas da banda, vai uma curta distância, mas uma outra curiosidade: este tema demorou cerca de 70 takes a ser gravado - e, ainda assim, a banda não ficou satisfeita com o resultado final. "Tocámo-la até nos odiarmos uns aos outros", recordou o guitarrista Mike McCready, em 2009. Já "Black", ao contrário do que pedia a Epic, responsável pela edição do disco, nunca foi lançada em single por vontade expressa da banda. O que não a impediu de ser das canções de Ten mais tocadas na rádio...

A capa do disco é, também ela, hoje em dia icónica. E se pensa que as letras que formam o nome da banda foram colocadas posteriormente à fotografia em que surgem juntos fazendo sinal de vitória, desengane-se; aquelas estão em tamanho real, tendo sido preparadas por Jeff Ament.

Muito se fala hoje em dia do vinil, mas a verdade é que a edição de Ten neste formato só surgiu três anos após o seu lançamento, em 1994. O motivo? Ninguém esperava que o álbum chegasse a 13 discos de platina. "Foi duro, porque acho que nem sequer tinha um leitor de CD", recordou Ament. Mais duro só o facto do álbum não ter alcançado o número um dos topes de vendas em 1992, quando começou a criar um maior burburinho... E tudo por culpa do pai de Miley Cyrus, Billy Ray Cyrus, cujo Some Gave All esteve 17 semanas consecutivas na primeira posição.