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Pearl Jam

Pearl Jam: queridos 25

Faz hoje 25 anos que Ten, o álbum de estreia da banda norte-americana, chegou às lojas

A 2 de agosto completaram-se 25 anos desde que os norte-americanos Pearl Jam se fizeram ouvir pela primeira vez: chamava-se «Alive» e era o single que servia de cartão-de-visita a Ten, o primeiro álbum de estúdio, editado alguns dias depois. A banda liderada por Eddie Vedder tornou-se uma das pontas de lança do movimento grunge e nas duas décadas seguintes transformou-se num nome de topo do rock mundial. A história é bem conhecida, mas o coletivo de Seattle foi acrescentando capítulo atrás de capítulo sem nunca mostrar vontade de abrandar: já lá vão 10 álbuns de estúdio e inúmeros registos ao vivo. O mais recente de originais, Lightning Bolt, foi editado em outubro de 2013 e recentemente a banda começou a expressar vontade de editar um novo longa-duração no ano que agora começa. A informação, claro, ainda é escassa, mas preveem-se para breve muitas novidades, não fosse 2016 o ano em que celebram as bodas de prata.

As primeiras declarações sobre o sucessor do disco de 2013 chegaram pela voz do baixista Jeff Ament, em declarações à revista Vice, em agosto do ano passado. O músico disse que a banda ia tentar ir para o estúdio assim que terminasse a digressão pela América Latina no passado mês de novembro: «vamos provavelmente tentar avançar com outro álbum no próximo ano». E não acrescentou mais pormenores, mas foi o suficiente para os admiradores da banda ficarem alerta e fazerem as contas nunca houve um intervalo maior do que quatro anos entre discos. Em dezembro, numa sessão de perguntas e respostas com os fãs, no Twitter, o manager dos Pearl Jam, Kelly Curtis, disse, quando questionado se a banda estaria em estúdio: «eles estão sempre a entrar e a sair do estúdio e constantemente a compor». A informação ficou no ar, mas rapidamente o baixista acrescentou que ainda não havia trabalho feito para o novo álbum. Claro que, estando o grupo a programar surpresas para os festejos dos 25 anos, estas declarações podem muito bem ser apenas uma forma de manter o segredo.

Quando alguém questionou Curtis sobre os planos para o aniversário, a resposta foi críptica: «sim [estamos a trabalhar nisso], mas não posso dizer nada ainda». Aquilo que ficou bem explícito, nessa sessão no Twitter, foi o regresso à estrada em 2016. A confirmação chegou um mês depois, com a banda a anunciar uma intensa digressão pelos Estados Unidos, que passará por cidades como Miami, Nova Orleães e Filadélfia em abril, seguindo depois para Nova Iorque e o Canadá em maio e para o festival de Bonnaroo, no estado do Tennessee, no início de junho em agosto, darão dois concertos em Boston e dois em Chicago. Apesar de não haver, até à data de fecho desta edição, concertos confirmados na Europa, a verdade é que a banda não anunciou ainda concertos para o mês de julho, forte em festivais do lado de cá do Atlântico. Em dezembro, correram rumores, baseados numa fotografia divulgada por um site holandês, de que já estariam alinhavadas atuações no velho continente ao longo de junho e julho França, Inglaterra, Espanha e até Portugal fariam parte do périplo. É esperar para ver.

Depois de um 2014 recheado de concertos, integrados ainda na digressão de promoção a Lightning Bolt, os Pearl Jam dedicaram-se a vários projetos paralelos: Eddie Vedder ajudou os The Who a celebrar 50 anos de percurso e gravou uma canção (intitulada «The Traveler») com a filha Harper, de 6 anos, para a banda sonora do filme Aloha; o guitarrista Mike McCready ressuscitou os Mad Season para um concerto e participou numa homenagem a Iggy and the Stooges; e Jeff Ament prepara-se para editar o segundo álbum do projeto que mantém com Joseph Arthur, os RNDM - Ghost Riding sai no início de março e será apresentado ao vivo no mesmo mês. Em dezembro, a banda juntou-se à campanha de angariação de fundos para ajudar as famílias das vítimas do atentado no Bataclan, em Paris, durante um concerto dos Eagles of Death Metal, oferecendo duas versões de temas da banda: «Want You So Hard», gravada ao vivo no Brasil, e «I Love You All the Time», interpretada pelo baterista Matt Cameron.

Texto: Mário Rui Vieira

Originalmente publicado na BLITZ de fevereiro de 2016