Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

siga-nos

Perfil

Notícias

Frank Ocean

Frank Ocean abre guerra entre Universal e serviços de streaming. Não há mais exclusivos para ninguém

Lançamento de Blonde deixou irritado o diretor executivo da Universal

No passado fim de semana, Frank Ocean editou dois álbuns: um "álbum visual" intitulado Endless, disponível em streaming de vídeo, e um álbum "à séria" intitulado Blonde, que pode ser escutado em exclusivo através da Apple Music.

Contudo, Blonde - que é, de facto, o há muito aguardado sucessor de Channel Orange, de 2012 - provocou a ira de Lucian Grainge, diretor executivo da Universal, que agora revelou que não mais fará exclusivos com quaisquer plataformas de streaming.

O caso é complexo. Endless, tal como os trabalhos anteriores a esse, faz parte do catálogo da Def Jam, e por conseguinte da Universal, editora à qual Frank Ocean estava ligado, e da qual saiu após cumprir o seu contrato, o que sucedeu exatamente com o lançamento deste álbum visual - motivando especulações de que Ocean só o teria criado de forma a "livrar-se" da Universal.

Por oposição, Blonde, o disco mais mediático dos dois, foi editado de forma independente, tendo a Apple garantido o exclusivo durante duas semanas. O que significa que quaisquer lucros que podriam ter ido para a Universal foram parar diretamente ao bolso de Ocean.

A Universal vai, agora, acabar com os exclusivos - sendo que nomes como Drake ou Kanye West poderão não voltar a ter um contrato semelhante ao de Ocean com a Apple Music. E o caso não ficará por aqui: uma fonte ligada à editora admite processar Frank Ocean, segundo declarações à Billboard.