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Gastroenterites em Paredes de Coura: entre 130 e 150 pessoas foram assistidas, nenhuma com gravidade

O diretor do serviço de urgências do hospital de Viana do Castelo falou aos jornalistas sobre o surto que desde ontem se verifica no campismo do festival. Os casos estão a regredir e a situação está controlada

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Rita Carmo

Rita Carmo

Fotojornalista

Rui Escaleira, diretor do serviço de urgências do hospital de Viana do Castelo, esteve na zona de imprensa do Vodafone Paredes de Coura para prestar esclarecimentos sobre o surto de gastroenterite que desde ontem se regista na zona do campismo do festival.

Segundo Rui Escaleira, a afluência aos centros hospitalares da região começou a verificar-se ontem à noite, pelas 20h. Os pacientes apresentavam sintomas como náuseas, vómitos, diarreia e, nalguns casos, febre.

Contudo, salientou o responsável, todos os casos foram ligeiros, não se registando situações graves.

O pico de admissão de doentes nos hospitais locais deu-se de madrugada, com 80 pessoas a dar entrada nas urgências.

A maioria destas pessoas já teve alta, depois de lhes serem aplicadas "medidas terapêuticas simples, como controlo da temperatura, controlos dos sintomas e hidratação". "Algumas até já voltaram para o festival", acrescentou Rui Escaleira.

Quanto à causa do surto, ainda não é conhecida.

No recinto do festival estão equipas de saúde pública, analisando várias fontes de água, o rio e as áreas alimentares.

Até ao momento, não se descobriu um denominador comum ou padrão de consumo entre as pessoas afetadas.

Porém, Rui Escaleira lembrou que, nas zonas rurais rurais, por vezes existem fontes de água assinaladas como não potável, indicação que nem sempre é cumprida. "Por vezes as pessoas usam essa água para lavar os dentes, por exemplo. Se houver uma grande concentração de agentes tóxicos na água, isso pode ser suficiente para causar uma situação destas", explicou, sublinhando porém que esta não passa de uma suposição.

Em breve, deverá ser revelada a causa do surto.

Rui Escaleira terminou a sua comunicação lembrando que a situação está controlada e que os números de pessoas afetadas está a regredir significativamente.