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Carlos Manuel Martins

Bons Sons espera atrair 40 mil pessoas a Cem Soldos

Festival dedicado à música portuguesa prolonga-se até segunda-feira e celebra este ano o 10ª aniversário

O festival Bons Sons, que se prolonga até segunda-feira, receberá cinquenta concertos naquele que é o seu 10º aniversário. A aldeia de Cem Soldos, em Tomar, deverá receber 40 mil pessoas a partir de hoje, segundo a organização.

"O festival está mais maduro e o espaço mais bem equipado", assegura Luís Ferreira, da organização do festival que este ano oferece um cartaz "para todos os públicos".

Desbundixie, Deolinda, Kumpania Algazarra, Lula Pena, Danças Ocultas, Joana Sá, Birds are Indie, Lavoisier, Sopa de Pedra e D'Alva, que já fizeram parte do cartaz em anos anteriores, foram escolhidos como "os dez repetentes" que regressam aos palcos da aldeia, em representação das edições anteriores.

No que toca a novidades desta edição, destacam-se Cristina Branco, Carminho, Jorge Palma, Best Youth, Cláudia Duarte, Alentejo Cantado, João e a Sombra, Indignu [lat], LODO, Da Chick, Niagara, Few Fingers, os DJ Lilocox, Puto Márcio e Rubi Tocha, Diogo Armés ou Flak.

Ao todo serão 50 concertos que, até 15 de agosto, animarão os oito palcos do recinto, que é toda a aldeia.

São eles o palco Lopes-Graça, no largo do Rossio, para a música de raiz tradicional e do mundo, que recorda o compositor, natural de Tomar, Fernando Lopes-Graça, o palco Eira, na antiga eira comunitária, para os novos sons, o palco Giacometti, que evoca o musicólogo Michel Giacometti, no largo de S. Pedro, para uma programação de caráter mais intimista.

A estes juntam-se o palco do Auditório, para música erudita e de vanguarda, concertos didáticos e comentados e cinema, o palco MPAGDP, na Igreja de S. Sebastião, para o projeto Música Portuguesa a Gostar Dela Própria (MPAGDP), o palco Aguardela, numa referência ao músico João Aguardela, para a música eletrónica, o palco Tarde ao Sol, no adro da Igreja, para a música tradicional, e o palco Garagem, para quem quiser mostrar o seu talento.

Em edição comemorativa -- a primeira edição realizou-se há dez anos, em 2006 -, a organização apostou "no reforço das atividades paralelas", quer no que respeita a atividades para crianças, quer nas alternativas, para quem, "durante a tarde, quer fugir aos raios de sol".

Para esses, a oferta passa por um ciclo de curtas-metragens de países de língua portuguesa, que compõem o acervo da edição de 2016 da iniciativa "Curtas em Flagrante", e que podem ser vistas no auditório da aldeia.

Outra hipótese será assistir, também no auditório, aos documentários "Este Povo", um retrato da aldeia de Cem Soldos, e "Auto-rádio", uma viagem pelo país, pelas canções e pela música portuguesa.

"Este Povo" é um documentário dirigido por Filipe Cartaxo, João Silva, Leonor Atalaia, Madalena Tomaz e Miguel Atalaia. "Auto Rádio" tem realização de Gonçalo Pôla.

Assumindo-se um "projeto cultural envolvendo toda a aldeia", o Bons Sons espera atrair este ano 40 mil pessoas ao festival onde as pessoas com mobilidade reduzida têm direito a levar, gratuitamente, um acompanhante, e onde as crianças até aos 12 anos não pagam entrada.

Equipado com zonas de campismo, de restauração e com parque de estacionamento para acolher os visitantes, o festival reforçou, também este ano, "os cuidados na segurança contra incêndios", um tema "na ordem do dia e a que, dado as elevadas temperaturas", vai "dedicar maiores cautelas", como adiantou Luis Ferreira.

O Bons Sons é um festival inédito em que, ao longo dos quatro dias da sua realização, a Aldeia de Cem Soldos é fechada e o seu perímetro delimita o recinto, promovendo uma relação de proximidade entre a população e o público.

O passe de quatro dias tem um preço de €38,00 (com acesso ao campismo), e o bilhete diário um custo de €17,00.

Com realização anual, desde 2015, e bienal, desde a fundação, em 2006, até essa data, o Festival Bons Sons realiza este ano a sua 7.ª edição.

Lusa