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Morrissey defende Nigel Farage, ex-líder do partido UKIP, e confirma que quer ser mayor de Londres

Em entrevista a um site australiano, o britânico comentou também a situação política nos Estados Unidos. “Já ninguém acredita”, diz

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Em entrevista a um site australiano, Morrissey causou polémica, ao defender Nigel Farage, antigo líder do partido UKIP.

Questionado sobre se pretende realmente candidatar-se a mayor de Londres, o músico respondeu: "É verdade, embora saiba que não vale a pena candidatar-me. A BBC não nos dá notícias, dá-nos a sua opinião, pelo que dificultam a vida a qualquer pessoa que não se encaixe nos preconceitos da elite estabelecida. É por isso que educadores liberais como George Galloway [político britânico] ou Nigel Farage são odiados pela BBC - porque ambos respeitam a ideia de liberdade para todas as pessoas, e não se deixam intimidar pela BBC. O mayor de Londres acabou por ser eleito com muito poucos votos e claro que come coisas mortas de forma halal [que respeita os preceitos do Islão] e fala tão rapidamente que as pessoas nem o conseguem perceber... isso serve perfeitamente aos media britânicos".

Sadiq Khan é, desde maio de 2016, mayor de Londres, sendo o primeiro muçulmano a ocupar o cargo.

Na mesma entrevista, Morrissey comenta a situação política nos Estados Unidos.

"É um erro esperar que a política americana faça sentido. Agora, as pessoas vão votar no Thump [alcunha que deu a Donald Trump] para pararem a Clinton, ou vão votar na Clinton para pararem o Thump, o que significa que só votam para pararem alguém que é mau, não votam em alguém por ser bom. O Bernie Sanders foi a única hipótese que a América teve de mudar para melhor, mas foi desprezado pelos media e, embora a sua história de sucesso seja extraordinária, não é o que o establishment deseja, porque não é um bilionário nem um senhor da guerra".

"É óbvio que a América, como um todo, não quer nem o Thump nem a Clinton, e que o anúncio, em novembro, de um novo presidente será uma nuvem negra sobre o país. Já ninguém acredita", remata.