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Phil Rudd fala sobre regresso aos AC/DC: “Ainda há AC/DC?”

O baterista, cuja prisão domiciliária terminou em março, deu uma entrevista a um jornal neo-zelandês

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Phil Rudd deu uma entrevista a um jornal neozelandês na qual fala sobre a probabilidade de voltar a tocar com os AC/DC, banda da qual foi afastado após ser condenado a prisão domiciliária, por ameaças de morte e posse de droga.

O baterista explica que, na sequência da condenação, está impedido de viajar para os Estados Unidos, e diz que a decisão terá de partir de Angus Young.

"Depende do Angus, do que ele quiser fazer. Estou limitado no que toca às deslocações", explica.

"Não vou dizer que não tenho esperanças de voltar a tocar com os AC/DC - mas serão que ainda são os AC/DC? Sem a linda voz do Bon. Sem Malcolm. Sem Brian", acrescentou.

Os AC/DC, com Axl Rose na voz, substituindo Brian Johnson, darão uma série de concertos neste verão, nos Estados Unidos.

Há cerca de um ano, Phil Rudd foi condenado a prisão domiciliária por ameaçar matar um funcionário seu e por posse de drogas.

A detenção acabou em março e, segundo o músico, teve algumas consequências proveitosas.

"Tenho-me portado bastante bem. Até tentei deixar de fumar, mas não deixei. Não bebi. Nunca bebi muito, por isso não me incomoda. Mas parei com todas as maluquices. A princípio foi duro. Frustrante. Não poder sair para ir às compras. Fazer as pequenas coisas. Tinha umas horas, duas vezes por semana, para ver o meu barco. Ia de manhã. Podia conduzir os meus carros. Era a minha única liberdade. Mas sendo do signo Touro, a princípio custava-me ter de estar em casa a uma hora certa. Agora sou uma pessoa caseirinha".

Reconhecendo que, quando foi detido, estava descontrolado, Phil Rudd garante que mudou. "Nunca me senti melhor, nem como baterista nem como pessoa".