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NOS Alive: amanhã é o dia do hip-hop

Mundo Segundo & Sam The Kid, NBC e Bob Da Rage Sense atuam na sexta-feira, no festival Alive, em Algés, num palco dedicado ao hip-hop e à música urbana portuguesa, que terá atuações inéditas

A convite do festival, João Fernandes, conhecido como DJ Kamala, convidou uma dezena de artistas e grupos para um dia dedicado "totalmente à música urbana nacional, mas sem grandes barreiras de estilo", como contou à agência Lusa.

Nos restantes dias do festival, o palco Clubbling contará com atuações de artistas internacionais e portugueses, como Junior Boys, Branko, Throes + The Shine, Boys Noize e Francis Dale, mas sexta-feira é de celebração do hip-hop.

Por lá vão passar Da Chick, MGDRV, Rocky Marsiano, que mergulhou na música de Cabo Verde e Angola, para o álbum Meu Kemba, e ainda Mundo Segundo (MC dos Dealema), com Sam The Kid, cruzando o hip-hop nacional, de Gaia a Chelas, e de quem se espera um álbum conjunto.

O critério de escolha? "Gosto pessoal, projetos que tivesse a certeza que comunicassem com o público-alvo do Alive, disponibilidade dos artistas e uma preocupação em perceber que um palco para respirar tantas horas convém ter atenção às sonoridades e ao horário a que se destina", respondeu à agência Lusa.

Haverá ainda dois momentos inéditos, segundo João Fernandes: A união em palco de NBC, Sir Scratch e Bob Da Rage Sense, que preparam uma atuação que cruzará criações de cada um deles, e o concerto de HMB com Filipe Gonçalves.

Neste, no qual também participará, DJ Kamala referiu que será feita uma revisitação de pouco mais de vinte anos de hip-hop, tendo como referência a compilação Rapública, de 1994. Será "uma viagem de temas desde essa altura, com uma interpretaçao própria e artistas surpresa", disse à Lusa.

Esta programação, mais virada para a "música urbana", como afirma João Fernandes, acontece numa altura em que "o movimento do hip-hop teve um boom muito grande a nível mundial", fazendo emergir música "muito fresca, que não fecha o espectro naquilo que muitas vezes as pessoas acham que é hip-hop.

"Houve uma adaptação do panorama hip-hop à realidade mais generalista e isso fez com que esta cena fresca do hip-hop acabasse por atingir todos os quadrantes", disse.

O curador elogiou ainda a aposta que os promotores de festivais fazem, não só no hip-hop nacional, mas também na contratação de "nomes de peso".

O festival NOS Alive cumpre a décima edição de hoje a sábado, no Passeio Marítimo de Algés, com mais de 120 artistas repartidos por sete palcos, entre os quais Tame Impala, Arcade Fire, Radiohead, Robert Plant, Chemical Brothers, Father John Misty, Hot Chip, Grimes, Calexico, Paus e Carlão.

AGÊNCIA LUSA